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CLARETIANO
JAURU





07/12/2017 11:07:02
      
Após morte de menina no trânsito de Vilhena, vereadores debatem lei que restringe caminhões

Vereadora Valdete Savaris: “Não podemos mais ficar de braços cruzados”

Na sessão desta terça-feira, 05, da Câmara Municipal de Vilhena, alguns vereadores lamentaram a morte da menina Mirelly Gonçalves Moreira, de 12 anos, que faleceu no final da tarde do mesmo dia, ao ser atropelada por uma carreta na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes. 

A primeira a se manifestar foi a vereadora professora Valdete Savaris (PPS), que lamentou o ocorrido e defendeu uma união entre os poderes para buscar soluções que evitem novas tragédias como a que vitimou a garota. “Hoje estamos bastante tristes, porque tivemos mais uma vítima de acidente no nosso município: uma criança de 12 anos que voltava da escola perdeu a vida embaixo de uma carreta. Nós não podemos mais suportar essa situação, temos que unir forças para que possamos achar uma solução; a lei [que restringe o tráfego de veículos pesados} já existe, só falta cumprir. Em menos de 30 dias perdemos duas vidas em acidentes envolvendo caminhões nas vias públicas de Vilhena. Todos nós temos responsabilidade com isso, e não podemos mais cruzar os braços e deixar as coisas como estão”, discursou. 

O vereador Rogério Golfetto (PTN) lembrou que Mirelly não foi a primeira criança a ser atropelada por caminhão naquele ponto. “Não é a primeira criança que perde a vida ali, aquele trecho é muito perigoso, devido também ao grande número de crianças que saem das escolas próximas. Não quero condenar o caminhoneiro, porque é o trabalho dele, mas nós temos que achar uma solução que vá melhorar o trânsito ali, tanto para os veículos quanto para as pessoas”, pontuou. 

O vereador Rafael Maziero (PSDB) também se manifestou sobre o tema: “A lei já está aprovada, a nossa parte nós já fizemos, o que precisamos agora é que o secretário de Trânsito sinalize as ruas de Vilhena. Não podemos jogar a culpa apenas no motorista, porque às vezes ele nem sabe da existência da lei”, disse o vereador, que defendeu a ampliação do debate sobre o tema para que todos tomem conhecimento da lei.

O vereador Carlos Suchi (PMN) expôs que a Polícia Militar, mesmo com as limitações de pessoal, está atuando na fiscalização e assegurou que apenas num dia, pelo menos três autuações foram registradas. “Eu estive conversando com a Polícia Militar e eles estão trabalhando neste sentido, inclusive já autuaram caminhões com base nesta lei, mas esbarra na falta de pessoal para fiscalizar, o efetivo é pequeno, mas a P-Tran está trabalhando”, expôs o vereador.
Suchi denunciou que a Semtran (Secretaria Municipal e Trânsito) não tem condições de fazer a quantidade de placas necessárias para a sinalização. 

Também o presidente da Casa Leis, vereador Adilson Oliveira (PSDB), lamentou a tragédia, e disse que “uma vida não tem preço”. Mas, ao contrário dos colegas que defenderam a aplicação da lei que cria uma área onde é proibido o tráfego de caminhões, Oliveira disse que a legislação é inaplicável em Vilhena. “Por que essa lei é inaplicável? Porque caminhão de 6 toneladas não pode rodar dentro de Vilhena; então vocês imaginem o impacto econômico que o município va sofrer. Essa lei está sendo debatida, está sendo ajustada, e se lá na frente nós precisarmos corrigir alguma coisa, nós vamos corrigir”, disse o vereador que defende que a proibição seja definida por horários, tirando os veículos pesados das vias públicas nos momentos de pico e regule os estacionamentos. “Cortou os estacionamentos, proibindo que o motorista estacione em frente a sua casa, cortou 80% do tráfego de caminhões nas vias urbanas”, disse.    



Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci


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