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Terça-feira, 25 de junho de 2024

Saúde

31/07/2009 15:29:03

CÂNCER FAZ VILHENENSES PERDEREM O PÊNIS

Faz apenas seis meses que Vilhena conta com um urologista atendendo pela rede pública, através do SUS (Sistema Único de Saúde). Desde então, dois homens já foram diagnosticados com câncer no pênis e foram encaminhados para o Hospital do Câncer em Barretos (SP), onde tiveram o órgão genital amputado. A informação é do médico vilhenense Nilton Migiyama (FOTO 1)

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) está deflagrando uma campanha nacional, em parceria com o Ministério da Saúde, para conter a incidência de câncer peniano. No Brasil, são cerca de 1000 casos detectados anualmente. O tema da campanha  é "Prevenir é fácil: jogue limpo com seu amigo", cujo garoto-propaganda é o ex-jogador de futebol Zico. Mais detalhes podem ser vistos no site www.sbu.org.br.  

Segundo doutor Milton Migiyama, grande parte destes casos ocorre com pacientes das regiões Norte ou Nordeste do Brasil, de acordo com dados do Sistema Único de Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Conforme a gravidade, a amputação pode ser total ou parcial.

O principal fator de incidência de câncer de pênis é a falta de higiene. Há uma necessidade urgente de mudança de hábitos no sentido de conscientizar os homens a manter uma boa higienização do seu órgão sexual.

A maneira correta de fazer a limpeza do pênis é fundamental para evitar a incidência de câncer no pênis. Durante o banho, basta usar qualquer sabonete comum. Além disso, o prepúcio, uma pele que encobre e protege a cabeça do pênis (glande), deve ser lavado para evitar o acúmulo do sebo (esmegma).

 

AS FOTOS –   Doutor Nilton forneceu ao www.folhadosulonline.br fotos de dois casos registrados durante sua residência médica. 

Observe que um  caso em que o paciente procurou imediatamente com quatro meses de evolução a lesão é mais fácil e implica em amputação parcial peniana – “e feita a linfandenectomia para retirada de possíveis metástases para virilha”, explica Migiyama. 

O outro caso mais avançado resulta em amputação total, como visto na foto do pós-operatório - o paciente urina pela região perineal e, posteriormente, vai para quimioterapia, de modo paliativo, apenas para prolongar a vida dele – “Infelizmente, neste último caso, eles morrem entre um e dois anos depois, na maioria dos casos”, afirma o urologista.





Fonte: FS
Autor: Júlio Olivar

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