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Sábado, 15 de Agosto de 2020

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05/02/2010 12:53:48

FOLHA DO SUL IMPRESSO E SITE GANHAM REFORÇO JORNALÍSTICO

As equipes da FOLHA DO SUL e do site www.folhadosulonline.com.br acabam de receber um reforço profissional neste início de ano. Após passar pela chefia de reportagem do Diário da Amazônia, em Porto Velho, pela editoria de política da Folha de Rondônia, pela assessoria de imprensa do Detran, Seapes e Sedes, pela redação do comitê de reeleição do governador Ivo Cassol e, antes de tudo isso, entre 1999 e 2001, pela administração da nossa TV Vilhena (afilada Globo), retorna à cidade o jornalista Carlos Pedro Macena. Formado em 1989 pela USP, Macena começou sua carreira no Grupo Folhas, tendo passado pela Editora Abril e pela Europa Comunicação, agência de publicidade que detém a conta nacional dos Purificadores de Água Europa. Em sua estréia, Macena brinda-nos com uma crônica sobre sua primeira aventura em Vilhena nestas duas semanas em que aqui se estabeleceu. Leia abaixo:

 

 Vilhena, portal da vida e da esperança

 

Após dez anos de andanças pelo Brasil, de Fortaleza a Porto Velho, de São Paulo a Pimenta Bueno, retorno de olhos postos no futuro e com esperanças renovadas a esta cidade tão querida. Da passagem anterior, guardarei para o resto da vida a gentileza e fidalguia com que por todos minha família foi recebida, fato que vejo se repetir hoje em cada porta que se abre com um sorriso.

            Aliás, por falar em sorriso, lá vai uma história de dente pra começar o ano.

            Disposto a manter a melhor imagem possível perante a sociedade, resolvi dar um jeito nos próprios. O “teclado” está meio falho, mais lembrando uma pianola embolorada jogada no canto de algum bar de blues de Nova Orleans do que um cintilante Steinway de cauda a brilhar no Scala de Milão.

            Resolução tomada, destino escolhido: consultório do doutor Ricardo Brandão. Naqueles idos de 1999, 2000, o grande artista do motorzinho produzira uma pequena obra-prima em minha arcada dentária inferior - um curativo que, por anos, estoicamente, sobreviveu a picanhas, costelas, charques e rapaduras daqui e d´alhures.

            Diante da paciente, metódica e gigantesca devastação causada por açúcares, gorduras e o evidente desleixo em profusão boca adentro, dr. Ricardo Brandão não teve dúvidas: “Macena, você não pense que vai sair barato e nem que não vais sofrer um pouquinho”.

Ora... Pra um cabra macho, vindo do Aquiraz, neto da rua do Escondido, no bairro Monte Castelo de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção do Ceará, comedor de farofa de teijú, dançador dos quatro costados, xodó de Xica do Babau, não ia ser uma besteirinha de uns “canár” e de umas “prótis” que iriam abalar a cidadela de coragem e valentia na qual me julgava homiziado.

Minino... Quando a batalha começou, a assistente do dentista não sabia se ria ou se chorava. Depois de umas três anestesias, e como se a frescura não passasse (porque dor, se havia, nem era tanta...) e eu não parasse de sapatear na cadeira, dr. Ricardo não aguentou: “Mas o que é isso, Macena? Quando tu jogava bola lá no Clube dos 35, dando botinada em todo mundo, era muito macho - e agora?”

E eu ali, suando frio, pensando no meu filhinho que enfrentara bravamente num hospital de Ji-Paraná em junho passado uma operação de emergência - a qual ao menos, à época, serviu para unir ainda mais pai e filho. Depois, pra ver se me consolava, aferrei-me nos órfãos do Haiti, nos soldados feridos no Afeganistão, no pessoal das enchentes em São Paulo, nos eleitores do Arruda, em tanta gente que sofre o diabo pelo mundo afora, mas qual...

A assistente trocava os guardanapos um atrás do outro e eu, com o canto do olho, a observava - seus lábios moviam-se quase imperceptivelmente, como a orar uma prece a favor de minha alma, “meu Jesus Cristinho, esse homem vai ter um treco aqui, nos ajude!”.

Enquanto a moça pronunciava baixinho sua jaculatória (coisa que, convenhamos, é uma impossibilidade filosófica, pois, ou é jaculatória, ou é novena...), e, na marra, eu sossegava, as mãos firmes do médico afastavam carnes moles, manuseavam com segurança os instrumentos e materiais e aos poucos abriam caminho por entre gengivas e raízes para restaurar com maestria minha dentição - e, de fato, já voltei a morder mais que o leão da Metro.

O tratamento está a meio caminho, mas, pelos bons resultados que já trouxe, ele só pode pressagiar muita boa sorte, a qual aproveito para dividir com meus novos companheiros de trabalho - o decano Dimas Ferreira, o editor Jovino Lobaz, o redator Julio Olivar e as repórteres Dani Zuanazzi, Grazi Pimenta e Josi Menezes - ao longo deste 2010 que se afigura como o primeiro ano de uma época de redenção para o Brasil e para nós, brasileiros.

 





Fonte: FS
Autor: Da redação

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