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Domingo, 18 de Agosto de 2019

Política

26/09/2018 12:05:00

Coronel que disputa Governo de RO chama colega de farda de “analfabeto político” e diz que estará no segundo turno


“Assim como toda a população, eu também estou puto com a corrupção”

Na manhã desta quarta-feira, 26, visitou a redação do FOLHA DO SUL ON LINE, o coronel da PM Charlon da Rocha Silva, candidato ao Governo de Rondônia pelo PRTB, partido do general Hamilton Mourão, vice na chapa do deputado Jair Bolsonaro (PSL) na corrida pela Presidência da República.

Aos 47 anos, o amazonense de Manaus passou quase 30 deles se dedicando à carreira militar e está prestes a ir para a reserva. Dono de um discurso firme, mas bem articulado, Charlon resumiu numa frase o motivo de ter entrado numa disputa estando em desigualdade contra candidatos milionários: “Assim como toda a população, eu também estou puto com a corrupção”.

O militar diz que o principal desafio do próximo governador de Rondônia (que acredita que será ele) é justamente extirpar a corrupção, que desvia 60% dos recursos, e a burocracia, que impede as empresas de contratar mais funcionários. E garante: resolverá ambas as questões.

Mesmo mantendo a convicção de que estará no segundo turno, Charlon explica sua posição na segunda etapa: “Se eu passar, não quero o apoio de nenhum desses velhos políticos; se eu não chegar, não apoio nenhum deles”.

Transmitindo ao vivo, através do Facebook, a entrevista concedida ao site, o coronel foi polêmico, ao chamar de “analfabeto político” o colega de farda Marcos Rocha, do PSL, outro que também disputa o Governo do Estado. Ele acusa o adversário de impedir a unidade dos militares em torno de um único nome. E dispara: “Ele é o candidato do Confúcio (ex-governador Confúcio Moura), de quem foi secretário por cinco anos”. E emenda: “Está sendo levado pelo Bolsonaro, enquanto eu levo o nome do nosso candidato a presidente”.

Questionado sobre os problemas da segurança pública em Rondônia, já que faz parte do aparato que deveria tornar mais eficiente o setor, o militar alfineta Confúcio: “Pegou o Estado com 5.800 policiais e, depois de 8 anos, entrega com 4.900. Fez a mesma coisa com os Bombeiros e os agentes penitenciários”.

Tendo como vice outro coronel (Fábio Alexandre Santos França), Charlon aproveitou a transmissão da entrevista em tempo real pelas redes sociais fazer um gesto simbólico: retirou do bolso um cartão vermelho para prometer “expulsar todos os ratos (corruptos) da política rondoniense”.

Embora tenha disputado, sem sucesso, duas outras eleições (deputado estadual em 2010 e vereador na capital, em 2012), o militar garante que adotou uma estratégia que vai levá-lo ao segundo turno, contra oponentes poderosos: “Eles andam de avião, eu e meu vice corremos o Estado de carro; eles têm milhões do Fundo Partidário, dinheiro do povo, enquanto nós temos propostas para apresentar”.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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