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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

Policial

08/06/2018 13:31:00

Delegado revela que defensivos encontrados junto com diesel roubado em Vilhena estão avaliados em meio milhão


Carga de combustível seria vendida por R$ 150 mil; cerejeirenses seriam compradores

Responsável por um dos inquéritos abertos para investigar o roubo de um carregamento de 60 mil litros de óleo diesel em Vilhena, o delegado André Sousa Carli concedeu entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta sexta-feira, 08, e disse que a apuração dos crimes ainda está na fase inicial.

Ontem, cinco pessoas foram presas por envolvimento com o grupo que simulou o seqüestro do motorista da carreta que transportava o combustível. O próprio caminhoneiro, Ualansy Coutinho Machado, 34, e o homem que o ajudara na farsa, Gilvan Sperancete de Araújo, 24, foram os primeiros a terem suas prisões autorizadas pela justiça. Dois homens que também faziam parte do bando (identificados como “Zé”e Neguinho”),  mais uma garota cujo nome não foi revelado, continuam foragidos. Entenda aqui.

Também ontem, intermediadores e possíveis compradores da carga foram identificados e presos. Dois são filhos de empresários na cidade de Cerejeiras, mas moradores de Vilhena. O outro é vendedor de defensivos agrícolas na cidade vizinha. Lembre aqui.

Outros dois suspeitos, que iriam intermediar a venda da carga roubada, e que seriam moradores de Porto Velho, Jackson Espíndola Barros e Nedivaldo Donizete dos Santos, também foram apanhados.

Os cinco presos tiveram suas prisões mantidas ao participarem, hoje, de uma audiência de custódia na justiça.

Conforme o delegado, Wagner Balansin e Maurício Sperotto teriam negociado a compra da carga, pela qual pagariam R$ 150 mil, ou seja, R$ 2,50 o litro, hoje custando mais de R$ 4 nas bombas. Os dois são donos de caminhões e iriam consumir o diesel roubado em suas frotas. Ramon, amigo de ambos, estaria apenas fazendo a intermediação do negócio.

DEFENSIVOS AGRÍCOLAS
André Carli disse que os defensivos agrícolas encontrados no mesmo barracão onde foi achada a carreta com o combustível estão avaliados em mais de R$ 500 mil. Os produtos são alguns dos mais caros encontrados no mercado.

O delegado disse que, pelo lote das embalagens, irá rastrear empresas e lojas que adquiriram o produto com atravessadores e não com os representantes da marca. E aconselhou: quem comprou o defensivo de terceiros deve se apresentar para demonstrar boa fé. Quem não o fizer corre risco de ser indiciado por receptação.

As investigações irão revelar se estas mercadorias também foram roubadas e, caso tenham sido, os números dos lotes também apontarão quando e onde isso aconteceu.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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