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Domingo, 16 de Dezembro de 2018

Geral

10/10/2018 17:25:00

Juiz federal que já atuou em Vilhena manda prender ex-governador de Goiás, Marconi Perillo


Advogados de defesa anunciam que vão recorrer ao TRF1

O ex-governador de Goiás e ex-senador Marconi Perillo (PSDB) foi preso na tarde desta quarta-feira (10), quando prestava depoimento à Polícia Federal em Goiânia. A prisão foi determinada pelo juiz Rafael Angelo Slomp, da 11ª Vara Federal Criminal da capital goiana no âmbito da Operação Cash Delivery, que investiga o pagamento de propina para suas campanhas eleitorais. A prisão é preventiva, ou seja, não tem prazo para acabar.

A defesa do ex-governador, que perdeu a disputa ao Senado no último domingo (7), anunciou que vai entrar com pedido de habeas corpus. Marconi foi delatado por executivos da Odebrecht, que alegam que repassaram R$ 10 milhões em propina para ele entre 2010 e 2014 em troca da execução de obras em Goiás.

No último dia 28, a Operação Cash Delivery cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador e prenderam cinco pessoas próximas a ele, como o coordenador financeiro de sua campanha, Jayme Rincón. Marconi chegou a ter sua prisão decretada na ocasião, mas a ordem não foi cumprida devido a restrições do calendário eleitoral em relação aos candidatos.

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que defende o tucano, diz que não há fato novo que justifique a prisão do ex-governador.

“O novo decreto de prisão é praticamente um “cópia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do TRF 1. Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex-governador Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento. Na visão da defesa, esta nova prisão constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados”, afirmou o advogado por nota.

No último domingo Marconi sofreu sua primeira derrota política depois de 20 anos no poder em Goiás. Foi apenas o quarto colocado na disputa ao Senado.

MAGISTRADO BOM DE CANETA
O juiz federal Rafael Angelo Slomp atuou em Vilhena, antes de se transferir para Goiânia. Aqui, ele atuou em casos envolvendo agentes políticos presos em operações da Polícia Federal.

Um caso que leva assinatura do magistrado ficou registrado como um julgador sensível e humanitário: ele impediu que um casal de baixa renda fosse retirado da disputa por uma casa popular em Vilhena.Lembre aqui.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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