Melkinho tem 23 anos, é filiado ao MDB e preferido pelos aliados da família

Numa peça de 20 páginas, a Procuradoria Regional Eleitoral do MPF em Rondônia pede a impugnação da candidatura do ex-prefeito de Vilhena, Melki Donadon, que na convenção do PDT, realizada no mês passado, teve seu nome aprovado para concorrer a deputado federal este ano.

Assinada pelo Procurador da República Luiz Gustavo Mantovani, a impugnação lista uma série de condenações contra Melki, nos tribunais de justiça e nas cortes de contas. Há, inclusive, uma decisão do Tribunal de Contas da União, desfavorável a Donadon, referente ao tempo em que ele era prefeito de Colorado do Oeste, em 1993.

Outro caso apontado pelo MPF e que, segundo o procurador, transforma o ex-prefeito em “ficha suja” é a condenação dele por falsificação de documento, mantida recentemente pela ministra do TSE, Rosa Weber, atualmente presidindo o TSE. Entenda aqui.

PODE RECORRER
A manifestação da PGR é apenas um pedido para barrar Melki, que tem prazo de 05 dias para apresentar sua defesa. Significa que ele ainda não está impedido de concorrer, o que só acontecerá se seu nome for indeferido pelo TRE, a quem cabe julgar o caso.

SUB-JUIDICE?
Mesmo que venha a ser indeferido, Donadon tem direito de permanecer na disputa até o julgamento final da ação no TSE. Se for eleito, pode também tentar manter o mandato apelando para o STF.

QUEM ENTRA?
Caso o pedetista decida não encarar “sangrando” a disputa, ele deve manter a tradição de lançar um nome da família. Neste caso, as opções seriam o ex-secretário de Obras de Vilhena, Josué Donadon, ou o universitário Natan Filho, herdeiro político do ex-deputado Natan Donadon. O ex-prefeito também pode optar pelo filho, Melkinho Donadon, que já tem idade (23 anos) para concorrer, é filiado ao MDB e o preferido dos aliados da família.

Clique aqui e leia na íntegra a denúncia do MPF Eleitoral contra o vilhenese.