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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

Policial

10/10/2018 15:26:00

Tráfico: em menos de uma semana, duas bocas de fumo são fechadas pela polícia em Vilhena


O primeiro caso aconteceu na sexta-feira (05), próximo a avenida Paraná, no bairro Alto Alegre.

O Núcleo de Inteligência da Polícia Militar já monitorava, há algum tempo, na avenida Paraná, um local suspeito de ser ponto de venda de  entorpecentes. Na noite de sexta-feira, uma viatura do PATAMO (Patrulhamento Tático Motorizado) notou um grande fluxo de pessoas no local, e essas já eram conhecidas como usuárias de drogas. Foi então que abordaram B. H. S., de 30 anos saindo da casa.

Durante a abordagem, B. contou que havia ido à residência comprar uma porção que pasta base, que foi localizada com ele, e que havia adquirido a droga com R. B. R., morador da casa. Em seguida W. O. S. surgiu, bateu no portão da residência e foi atendido; após sair, foi parado pelos policiais que conduziam a operação. Com o usuário, que tem25 anos, foram encontradas porções de maconha e cocaína.

Ao entrar na casa para concluir as buscas, o PATAMO encontrou lá dentro várias pessoas que faziam o uso de bebidas alcoólicas e das drogas que ali eram comercializadas. Entre os que estavam no local havia os menores W. D. O. E. e V. A. E., de 15 e 17 anos. Segundo o boletim de ocorrência, no bolso do menor W. foi encontrada uma quantia de maconha. 

Foi realizada uma busca pessoal em R. B. R., mas com ele só havia R$ 5,00 e outra porção de maconha. R., de 25 anos, assumiu que alugou a casa junto com D. S. O. e T. C. D., de respectivamente 20 e 22 anos. Com um outro rapaz que também estava na casa no momento da revista foram encontrados R$ 505,00, mas ele assumiu ser usuário e estava ali com o único objetivo de consumir o que era vendido pelos moradores da residência.

A revista pela casa foi acompanhada A. P. R. S., 20 anos, e a polícia encontrou mais 5 porções de maconha, além de 4 pés da planta, 1 invólucro com várias pedras de pasta base, vários celulares sem procedência, uma carteira de trabalho e mais R$ 715,00. No muro interior haviam os escritos “PCC” e “1533”. A. P. R. S e V. A. E., sendo a segunda menor, disseram ser amasiadas de R. B. R. e D. S. O. Foi confirmado também que R. havia rompido a tornozeleira eletrônica, mas não tinha um mandado de prisão contra ele.

R. B. R., D. S. O., T. C. D. vão responder por tráfico de entorpecentes, formação de quadrilha e corrupção de menores.

SEGUNDO CASO
Na segunda-feira, dia 08, uma guarnição do PATAMO abordou o menor R. D. S., de 16 anos, na avenida Curitiba, enquanto ele empurrava um moto Biz 215, nas proximidades do bairro Cristo Rei. Após consultar o sistema do Detran, a polícia confirmou que o veículo havia sido furtado. O menor então contou que estava levando a moto para consertar o pneu, a mando de J. C. L. S., de 18 anos, que também havia pedido para R. guardar a motoneta. O menor também informou a polícia o endereço de J.

 Na casa do rapaz de 18 anos foi encontrada um grama de maconha, R$ 194,00 junto com a droga, e um par de botinas que era fruto de um furto. J. contou para a polícia que a Biz havia sido roubada e que, uma terceira pessoa, identificada como Z. A. O. ficou responsável por levar a moto até o menor. J. assumiu fazer a venda de entorpecentes, porém, não havia vendido a última porção e tinha mais encomendas para entregar a Z. A. O., de 50 anos.

Em revista a casa do terceiro envolvido no caso a polícia encontrou aproximadamente 31 gramas de uma substância que aparentava ser crack, três vestidos da marca Romance Fitness ainda com etiquetas, R$ 213,00, quatro notebooks, dois relógios, três bolsas, uma pulseira dourada, um televisão, oito celulares, além de uma balança de precisão. Com Z. também foi apreendida uma CG 150 Fan, com placa de Chupinguaia, que era utilizada para fazer a entrega das drogas, como anteriormente foi relatado pelo rapaz de 18 anos.

Diante disso, o homem de 50 anos recebeu voz de prisão e foi conduzido à UNISP e deve responder por receptação, tráfico de drogas, associação criminosa e outros ilícitos, os mesmos crimes pelos quais responderá também o jovem de 18 anos. Já ao menor coube apenas a associação criminosa e receptação.

Já A. W. F., dona da casa onde foram encontrados os objetos e a droga, tentou impedir o trabalho da polícia, desacatou ordens e demonstrou resistência pacífica. Ela também recebeu voz de prisão e vai responder receptação, tráfico e associação criminosa. No momento da prisão ela declarou que “meu marido que mexe com isso e eu apenas guardo para ele essas coisas; eu não vendo nada”.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Jéssica Chalegra

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