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Segunda-feira, 20 de Maio de 2019

Meio Ambiente

18/04/2019 10:53:00

Após palestra e ação social, indígenas da região de Vilhena participam da campanha mundial da internet “Desafio do Lixo”


A ação foi desenvolvida pela Sicoob Credisul

A aldeia indígena Mamaindê, em Comodoro (MT), a 70 quilômetros de Vilhena, recebeu uma palestra do SAAE Vilhena (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), no dia 6 de abril, sobre o descarte correto do lixo. Na palestra, Sueli Santana Magalhães, diretora do Departamento de Projetos da autarquia, alertou os membros da aldeia sobre os perigos que o lixo traz ao meio ambiente quando deixados na natureza, e apresentou alternativas corretas para o descarte dos resíduos. A ação foi desenvolvida pela Sicoob Credisul, que pretende estendê-la até o final do ano, quando então, a aldeia receberá uma premiação baseada no seu desempenho.

Sueli explicou como funciona a coleta seletiva de resíduos sólidos e também sobre a compostagem. De acordo com ela, o SAAE está disposto a colaborar com a aldeia. “Queremos contribuir com o que pudermos e no que eles precisarem. Com certeza iremos realizar outras ações com eles”, afirmou.

A Sicoob Credisul aproveitou e propôs aos indígenas um desafio que viralizou na internet, o #desafiodolixo ou #trashtagchallenge. Empolgados com a palestra, os indígenas aceitaram e percorreram toda a aldeia coletando o lixo que estava espalhado. A quantidade de lixo coletado encheu três sacolas grandes.

A aldeia não conta com coleta de lixo pública, mas os organizadores pretendem sensibilizar as autoridades para esta necessidade, a fim de que os resíduos sólidos sejam coletados periodicamente.

A ação teve a participação de 75 alunos da Coopevi, que visitaram a aldeia nos dias 6 e 7 de abril. Os estudantes acompanharam as atividades propostas pela Sicoob Credisul e SAAE, e aproveitaram para conhecer de perto a vida na comunidade. No meio da tarde, após assistirem a uma apresentação de dança dos mamaindê, os alunos prepararam o lanche e serviram às crianças e adultos da aldeia.

COM AJUDA VOLUNTÁRIA, AMIGOS DO SORRISO ATENDE MAIS DE 200 INDÍGENAS EM OITO DIAS
Paralelamente, acontecia na aldeia a ação dos agentes de saúde “Amigos do Sorriso”, projeto itinerante organizado pela odontóloga Juliana Arruda, da Saúde Indígena do Polo Base de Vilhena. A ação, que teve duração de 3 a 12 de abril, contou com uma equipe multidisciplinar, com cerca de 32 profissionais, entre odontólogos, enfermeiros, nutricionistas, técnicos de enfermagem e psicólogos.

Esta é a terceira vez que a ação, neste porte, é realizada em aldeias. Em ações rotineiras, Juliana conta com o auxílio de apenas um assistente. Desta vez, a equipe foi integrada por profissionais voluntários da Facimed de Cacoal (12 ao todo), da Secretaria de Assistência Social de Vilhena e da Saúde Indígena do Distrito Sanitário Especializado. Também receberam apoio da Gazin, Sesi Vilhena e Corpo de Bombeiros.

Com o auxílio recebido, inclusive de doações em materiais dos próprios profissionais, a Amigos do Sorriso pode levar atendimento em clínica geral, odontopediatria, prótese e até cirurgia buco-maxilar para cerca de 267 membros das aldeias Urucum, Tucumã, Nilo, Campo Meio e Central.

Para se ter uma ideia da dimensão da ação, foi montado um laboratório de próteses dentro do pequeno posto de saúde, onde os profissionais trabalharam exaustivamente, até tarde da noite, para concluir as peças que seriam entregues aos mais de 50 pacientes. Além das próteses, foram realizados 24 tratamentos de canal, segundo Juliana Arruda. Na aldeia, não só os mais idosos sofriam com a falta de dentes frontais, mas um número grande de adolescentes.

Com o árduo trabalho, segundo a odontóloga, a equipe pode concluir em oito dias atendimentos que em situação normal demorariam um ano e meio para serem completados. “Isso só foi possível com a doação de todos, com o fato de contarmos com cinco cadeiras odontológicas para os atendimentos e a presença de três clínicos gerais, além dos demais profissionais voluntários”, disse.

Três indígenas foram escolhidos para serem os AISAN (Agente Indígena de Saneamento), Maiko Mamandê, Mauricio Mamaindê e Paulo Augusto Mamaindê. Eles são responsáveis em fiscalizar e dar continuidade aos cuidados de saúde na aldeia.
 




Fonte: Foto: Divulgação
Autor: Assessoria

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