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Segunda-feira, 20 de Maio de 2019

Meio Ambiente

17/04/2019 10:09:00

Denunciado pela FOLHA DO SUL há dez anos e ignorado por então prefeito há 20, velho problema agora explode em Vilhena


Espécie asiática causa entupimento de galerias, infestação de insetos e rachaduras em calçadas

A remoção de árvores da espécie Ficus em Vilhena começou a acontecer, ainda que de forma tímida, após o assunto ter sido levantado uma década atrás por esta FOLHA. Em 2009, a reportagem do semanário entrevistou especialistas que apontaram a necessidade de utilizar outras espécies de árvores para o urbanismo da cidade.

O Ficus benjamina, originário da Ásia, é a árvore mais comum na cidade e famosa por causar destruição de calçadas, entupimento de galerias pluviais e rompimento de tubulações residenciais, além de servir de habitat para insetos perigosos. 

Devido a recomendação do Ministério das Cidades, a Secretaria de Meio Ambiente orientou a Secretaria de Obras a iniciar a remoção das árvores na cidade, começando pelas avenidas principais. No local da retirada, os técnicos plantam uma espécie brasileira, que se adapta bem ao cenário urbano, o Oiti, oriundo da Mata Atlântica. 

Repondo cerca de 10 árvores por semana, os servidores da Prefeitura tem um longo caminho pela frente: não há um número exato, mas apenas na avenida Presidente Nasser há mais de 200 exemplares da espécie indesejada. 

PROBLEMA ANTIGO
O que pouca gente sabia é que todo esse transtorno poderia ter sido evitado 20 anos atrás. Na época do plantio dessas árvores, em 1999, o técnico em agropecuária Adalto Mâmbula Sales, supervisor regional do Idaron, procurou o prefeito de então, Heitor Tinti Batista (PMDB), para fazer um alerta. 

Acompanhado da cunhada, Regina Cavalini de Melo, que por duas vezes administrou a cidade de Riolândia, próxima a São José do Rio Preto (SP), Adauto foi ao gabinete de Heitor. A idéia era que o mandatário vilhenense ouvisse da colega paulista o relato dos problemas causados pelas árvores. 

Tinti teria recebido o técnico com frieza. Por causa da teimosia do peemedebista, as mudas foram adquiridas num viveiro local e espalhadas por várias ruas e avenidas. Em 2009, o secretário de Obras revelou à Folha que, caso algo não fosse feito, em 10 anos a cidade começaria a ter galerias pluviais entupidas por raízes que, acumulando lixo, pedras e terra, seriam as causadoras de alagamentos em boa parte da cidade. Lembre aqui.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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