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Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019

Geral

07/02/2019 15:31:00

Depois de denunciar advogado na polícia, vereadores também vão representá-lo na OAB em Vilhena


Ex-presidentes da Câmara relataram pressão por cargo e vantagem
 
No início da tarde desta quinta-feira, 07, o atual presidente da Câmara de Vilhena, Ronildo Macedo (PV) e o antecessor dele no cargo, Adilson de Oliveira (PSDB), estiveram na Unisp, registrando queixa na Polícia contra o advogado Carlos França. Ambos manifestaram o desejo de representar criminalmente contra o profissional do Direito, que teria feito ameaças e chantagens aos dois. Também pretendem levar o caso à OAB, pedindo providências contra o acusado.
 
Em sua denúncia, Adilson contou que, dois dias após ser empossado como prefeito interino, em junho do ano passado, depois da cassação de Rosani Donadon (MDB), foi procurado por França. O advogado queria receber seus direitos trabalhistas, já que o próprio Adilson o havia exonerado do cargo comissionado de assessor executivo, com salário de R$ 7.900,00.
 
O tucano relatou que, quando explicou que não poderia passar o processo de França na frente de outras pessoas na mesma situação, ele se irritou: “Você vai se arrepender disso”, teria ameaçado, dizendo ter provas de ilegalidades na reforma da Câmara, autorizada por Oliveira.
 
Ronildo fez acusações ainda mais detalhadas na polícia: disse que, no último dia 04, foi procurado pelo advogado em seu gabinete. Carlos França teria dito que queria ser nomeado para um cargo na Câmara, adiantando que, se não fosse atendido, iria protocolar várias denúncias contra a Casa no Ministério Público. Ele teria precisava de dois anos de contribuição para sua aposentadoria.
 
Segundo Macedo o acusado também disse ter provas das irregularidades na obra que, desde o ano passado, vem sendo executada no prédio do Legislativo. As supostas ameaças teriam sido presenciadas pelo vereador Carlos Suchi (Podemos) e o assessor dele, Wagner Borges, ambos já arrolados como testemunhas.
 
Ronildo contou que perguntou ao advogado se o problema era pessoal e, após dizer que sim, e prometer prejudicar ele e Adilson futuramente, argumentou, conforme registrado no BO: “Estou pensando em mim, isso é o fim do mundo: “Quero morar na praia com uma aposentadoria decente”. 
 
O OUTRO LADO
O site tentou contato com Carlos França, mas não conseguiu falar com ele. A versão do advogado será publicada tão logo ele resolva se manifestar sobre a polêmica.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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