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Domingo, 18 de Agosto de 2019

Meio Ambiente

18/01/2019 18:25:00

Em Vilhena, móveis e eletrodomésticos velhos são “desovados” em vias públicas e terrenos baldios

 
Diretor de Resíduos Sólidos do SAAE diz que o município não dispõe de meios para recolhimento desses inservíveis
 
 Trocar o mobiliário e os eletrodomésticos da casa, seja por necessidade ou apenas por uma questão de estilo e modernidade, é sempre um momento de contentamento. Mas, o que fazer com os objetos antigos nos casos em que eles não sirvam mais? Como proceder nestes casos? Onde descartar?
 
Em algumas cidades das regiões Sul e Sudeste, já se pode contar com um serviço especializado privado que recolhe o móvel  ou eletrodoméstico inservível, desmonta e retira o que pode ser reciclável e dá a destinação correta as partes que não podem ser reutilizadas.
 
Vilhena já conta com um serviço de coleta seletiva de resíduos sólidos. Assim como conta com pontos de recolhimentos de eletrônicos, como explicou Sinomar Rosa Vieira, Diretor de Resíduos Sólidos do SAAE, autarquia responsável pela coleta de lixo no município. Segundo Vieira o município realiza a coleta de eletrônicos como televisores, aparelho de DVD, videocassetes, notebook e dá a destinação adequada a esse material. Essa coleta é feita por meio de “ecopontos” móveis que ficam determinado tempo em um local e depois são levados para outro ponto da cidade. “Sempre em local de muito fluxo de pessoas e fácil acesso ao público”, explicou.
 
No entanto, a cidade não dispõe de serviço destinado ao recolhimento de descartes como geladeira e sofás. O problema maior, pelo que se ver nas ruas da cidade, são os sofás. Uma volta rápida e logo se encontra alguns deles “desovados” em calçadas e terrenos baldios.  
 
Esse tipo de atitude, além de não contribuir com a estética da cidade, gera diversos problemas e riscos à saúde da população. Sofás e restos de armários podem poluir córregos ou virar nicho de proliferação de pragas, enquanto o descarte inadequado de geladeiras pode liberar gases tóxicos como o Clorofluorcarboneto (CFC), responsável pela diminuição da camada de ozônio.
 
Sobre a geladeira, Vieira disse que a cooperativa que faz a separação dos recicláveis somente pode receber a “caixa” sem o motor. Isso por causa dos gases contidos no motor. “A cooperativa não tem como trabalhar com esses gases, nem ferramenta para desmontar o motor”, disse antes de evidenciar que a cooperativa atua com plástico, papelão, metais e vidros.  
 
Embora a responsabilidade de recolhimento do lixo seja do poder público, já que a população paga uma taxa para que tal serviço seja realizado. Vale ressaltar que tal serviço corresponde ao lixo doméstico, aquele produzido cotidianamente, afora isso o cidadão precisa se responsabilizar pelo lixo que produz.
 
Vale, acima de tudo, usar do bom senso. Se desfazer do sofá velho no terreno baldio ao lado da sua casa, ou mesmo “desová-lo” em outro ponto da cidade e achar que o problema não é mais seu, não condiz com as regras da convivência em sociedade.
  
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

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