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Domingo, 23 de Fevereiro de 2020

Meio Ambiente

14/11/2019 12:46:00

Etnia indígena de Rondônia bate recorde na produção de castanhas e agora quer eliminar atravessadores


Safra de 300 toneladas é a maior dos últimos anos
 
A produção de castanhas pelas comunidades indígenas Paiter Suruí, Cinta Larga e Sakyrabiat, na região de Cacoal, pode chegar a 300 toneladas em 2019, a maior safra dos últimos anos.
 
A estimativa recorde se deve a novas áreas de castanhais exploradas, além da utilização de maquinários que facilitam a coleta.
 
Para Elisângela Suruí, coordenadora da cooperativa indígena Coopaiter, a meta da comunidade agora é, aos poucos, diminuir os intermediários e oferecer um produto com preços mais competitivos e com maior valor cultural agregado.
 
"Com uma produção própria, a gente vai agregar valores, um valor melhor. E também valorizar a dificuldade que o produtor tem de buscar essa castanha na floresta, todo trabalho que ele tem, que muitas vezes o valor não compensa com esses atravessadores," disse Elisângela.
 
A Fundação Nacional do Índio (Funai) em Cacoal tem auxiliado os indígenas na coleta com o maquinário, como explica o coordenador da unidade, Ricardo Prado: "Temos veículos, tratores e três caminhões que fazem o transporte até os centros de comercialização. Nós também oferecemos ferramentas: facões, lonas, sacaria, e também, em alguns casos, específicos, alimentação para esses indígenas”.
 
Para esse ano, além de fornecer castanhas para empresas de municípios rondonienses e participar de programas de aquisição de alimentos, os indígenas pretendem iniciar a comercialização nos Estados do Pará e Minas Gerais.
 




Fonte: Foto ilustrativa
Autor: Da redação

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