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Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

Saúde

02/02/2019 13:21:00

Hospital se manifesta sobre grávida de Cabixi internada em Vilhena; após polêmica, bebê nasceu saudável


HR lembrou a importância do pré-natal e do acompanhamento

Ontem, o FOLHA DO SUL ON LINE publicou com exclusividade a informação sobre uma moradora de Cabixi, que estava internada no Hospital Regional de Vilhena, queixando-se de fortes dores e aparentemente vítima de um conflito de diagnósticos médicos sobre sua gravidez. Lembre aqui.

Segundo informaram amigos da gestante, profissionais do HR estariam induzindo a paciente ao parto normal por causa das duas cesarianas anteriores dela.

Hoje, após a jovem dar à luz uma menina, que nasceu saudável através de cesárea, a direção do hospital enviou nota ao FOLHA DO SUL ON LINE comentando o episódio. Leia abaixo, na íntegra:

Em resposta à matéria publicada pela mídia eletrônica, no dia 01/02/19 a respeito da paciente Wellen Patrícia de Souza a direção geral e cínica do Hospital Regional de Vilhena esclarece:

A paciente deu entrada essa madrugada no Hospital Regional de Vilhena, encaminhada de Cabixi com 38 semanas e 6 dias. Ao exame obstétrico a paciente apresentava apenas 1cm de dilatação e contrações esporádicas, o que não indica trabalho de parto. Foram realizado exames como por exemplo, Ultrassonografia e Hemograma, nos quais indicaram boa saúde materna e fetal. A mesma encontra-se em observação sendo acompanhada por uma equipe Multidisciplinar, na maternidade.

É importante ressaltar, que uma gestação normal pode durar até 41 semanas e 6 dias de acordo com a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO.  É comum e normal a gestante sentir dores do tipo cólicas no final da gestação, podendo durar semanas que chamamos de Pródromos ou Contrações de Braxton Hicks. O que não caracteriza um trabalho de parto, como é o caso da paciente citada acima. 

O trabalho de parto é caracterizado por contrações de em média de 2 a 3 em 10 minutos, com abertura do canal de parto (colo uterino) com dilatação maior de 4cm. De acordo com o Conselho Federal de Medicina – CFM na resolução nº 2.144/2016 define que para garantir a segurança da mãe e do feto, a operação cesariana deve ser realizada a partir de 39 semanas de gestação ou por indicação médica.

Assim, apenas cerca de 24 horas depois de chegar em Vilhena é que a paciente entrou em trabalho de parto, nesta madrugada. Só então é que a paciente foi internada. Os médicos realizaram os protocolos e fizeram o parto, normalmente.

Vale a pena orientar a importância da realização do pré-natal em sua unidade de saúde, sendo acompanhada por sua equipe da atenção básica “postinho de saúde” até ser encaminhada em trabalho de parto para o hospital, lembrando que qualquer gestante pode e deve procurar o hospital se apresentar contrações verdadeiras de trabalho, sangramento vaginal ou perda de líquido. O hospital Regional oferece uma assistência adequada, humanizada e qualificada de acordo com os recursos  disponíveis. Estando de portas abertas para todos e utilizando o SUS como maior referência.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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