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Segunda-feira, 20 de Maio de 2019

Indústria e Comércio

02/04/2019 10:37:00

Laticínios do Cone Sul enfrentam a pior crise da história; 20 funcionários foram dispensados num único dia em Cerejeiras


Concorrência com laticínio que paga mais pelo leite seria a causa principal

Uma crise sem precedentes atinge os laticínios do Cone Sul de Rondônia. Empregos estão sendo triturados, funcionários estão sendo despedidos, comércios têm sofrido com queda nas vendas e empresários do setor têm amargado severos prejuízos.

A crise que atingiu em cheio o segmento tem nome e sobrenome: concorrência implacável. Uma empresa da região central de Rondônia, que tem um laticínio no entorno de Jaru, está comprando leite dos produtores rurais do Cone Sul e oferecendo um preço de até R$ 0,30 por litro a mais do que os laticínios locais. Os produtores estão mandando seu leite dos laticínios do Cone Sul para a empresa que veio de fora.

Em Cerejeiras, por exemplo, uma das duas indústrias lácteas da cidade dispensou 20 funcionários, alguns deles com 24 anos trabalhando na mesma empresa. A dispensa dos empregados se deu por causa da queda da quantidade de leite, de 20 mil litros por dia para apenas 8 mil litros diários. O mesmo laticínio recolheu 22 resfriadores. 

O empresário Expedito Carneiro de Araújo, sócio de um laticínio de Cerejeiras, fundador do primeira indústria láctea em Rondônia no início da década de 1990 (na época, em Colorado do Oeste), em entrevista ao FOLHA DO SUL ONLINE, na semana passada, tenta entender a crise. “Tenho 73 anos de idade e 52 anos com experiência em laticínio. Esta é a pior crise que já vi. Sinceramente, não estou vendo saída desta vez”, disse o empresário, que já viu altos e baixos na atividade.

A crise dos laticínios preocupa comerciantes, lideranças políticas e a população em geral. 

O Cone Sul conta com quatro dessas indústrias lácteas, duas em Cerejeiras, uma em Corumbiara e uma em Colorado. Também em Colorado existe uma pequena fábrica, mas sem o status de laticínio, mesmo caso de outra, instalada em Vilhena.Em Cerejeiras, as duas empresas lácteas geravam cerca de 120 empregos diretos antes da crise.

Uma certa recessão já vinha ocorrendo antes com os laticínios da região. No início da década de 1990, o Cone Sul produzia quase 200 mil litros de leite por dia. Atualmente, a produção não passa de 120 mil. A queda na quantidade de leite já começou a afetar a lucratividade das indústrias lácteas.

Agora, todo este setor está apreensivo, tentando encontrar uma saída para a pior crise já conhecida pelos empresários que estão há décadas na atividade.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Rildo Costa

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