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Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019

Educação

19/11/2019 12:13:00

Com mais de 500 alunos enfrentando problemas neurológicos, secretária de Educação anuncia médico para escolas


Falta de diagnóstico e de tratamento pode levar crianças à depressão
 
Em visita à redação do FOLHA DO SUL ON LINE, na tarde de ontem, acompanhada do gerente administrativo da Semed, Willian Braga, a secretária de Educação de Vilhena, Vivian Repessold, comentou uma conquista recente de sua gestão: o atendimento neurológico para alunos da rede municipal.
 
A secretária explicou que, através de parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, até o final do ano letivo mais de 50 crianças já terão sido consultadas por um médico neurologista. “Esse tipo de ação nunca aconteceu antes em nossa cidade”, argumentou a educadora.
 
Vivian explicou que o programa funciona com base na avaliação dos professores, que encaminham para a Semed os alunos com indícios de algum problema neurológico. Antes, a criança com essa suspeita entrava na fila da regulação, mas era um processo demorado e muitas vezes o atendimento seria feito em outra cidade.
 
Ao conseguir que um médico especialista da prefeitura investigue os casos apontados pelos professores, os diagnósticos são mais rápidos, o que facilita o tratamento dos pequenos pacientes, quando o problema é constatado nas consultas.
 
Os dois servidores entrevistados pelo site avaliam que hoje pode existir mais de 500 crianças que precisam deste tipo de consulta. São meninos e meninas que, se não receberem o atendimento do especialista, “podem se tornar adultos doentes”, conforme pontuou a titular da Semed.
 
Para a secretária, os problemas neurológicos não diagnosticados (e, principalmente, não tratados) dos alunos podem fazer com quem eles tenham dificuldades de aprendizado, não se socializem e, em casos mais extremos, enfrentem crises de depressão.
 
A maioria dos pais destas crianças não dispõe de condições financeiras para arcar com os custos de uma consulta. “Muitas vezes, o professor percebe indicativos de problemas, inclusive autistas em grau leve, mas ele não tem formação para confirmar o diagnóstico”, diz Willian, acrescentando que a idéia é manter um número mensal de consultas com o neurologista.
 
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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