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Segunda-feira, 22 de Julho de 2019

Arte e Cultura

15/03/2019 10:54:00

Obra volta a andar, mas decisão de Bolsonaro dificulta término da construção de teatro em Cerejeiras


Governo federal cortou verbas para a cultura, mas promete concluir obras inacabadas

A obra de construção do teatro municipal de Cerejeiras, que estava paralisada desde o ano passado, voltou a andar. Há um mês, funcionários da empresa contratada pelo poder público municipal estão trabalhando na cobertura do prédio. A reportagem do FOLHA DO SUL ONLINE esteve no teatro na manhã desta quinta-feira, 14, e encontrou dois funcionários trabalhando na obra.

Segundo apurações deste site, no entanto, a obra não será concluída agora. O trabalho dos funcionários que estão no local se limitará apenas à cobertura do teatro, “e mais alguns detalhes”, conforme informou um servidor da prefeitura.

Para concluir de fato a obra, será necessária uma despesa de R$ 600 mil, de acordo com o secretário Finanças de Cerejeiras, Valdir Carlos. O senador recém-empossado Marcos Rogério (DEM) destinou uma emenda neste exato valor para a obra, mas o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), cortou todos os investimentos do governo federal para a cultura. Por isso, a verba para a obra não será liberada, pois a emenda do senador rondoniense foi solicitada ao Ministério da Cultura.

Até o momento, já foram investidos mais de R$ 1 milhão na construção do teatro. A verba foi destinada para a obra pelo ex-senador Valdir Raupp (MDB) em 2015.

Há cerca de dois anos, a então deputada federal Marinha Raupp (MDB) destinou uma emenda de R$ 400 mil para a compra do mobiliário para o teatro. A reportagem do FOLHA apurou que a compra dos móveis está em andamento, já que a verba para a mobília foi liberada.

No ano passado, a empresa contratada para a obra faliu. A reportagem do site não conseguiu apurar se a empresa que recomeçou a obra agora é a mesma que abriu falência.

Com todos estes percalços, as autoridades públicas cerejeirenses tentam concluir a obra. A prefeita Lisete Marth (PV), nas duas vezes que esteve em Brasília, em fevereiro e março, tentou conseguir a verba de R$ 600 mil para o término do teatro.  A solução, uma vez que o Ministério da Cultura não liberará mais verbas, será tentar em outro ministério. “Se por um lado o presidente Bolsonaro cortou a verba para cultura, por outro ele decidiu concluir todas as obras inacabadas no Brasil. A nossa esperança é aproveitar esta vontade do governo federal em concluir as obras em andamento”, disse Valdir Carlos, titular da Secretaria Municipal de Finanças de Cerejeiras.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Rildo Costa

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