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Segunda-feira, 20 de Maio de 2019

Vilhena

09/03/2019 11:42:00

OPINIÃO: “Em vilhena, pistoleiros virtuais transformam bajulação e atentados contra a honra alheia em meio de vida”


*Dimas Ferreira

Apostando que a luta para causar desgaste contra os adversários e para cuidar da própria imagem é decisiva na internet, políticos e personalidades de Vilhena estão arregimentando exércitos de militantes virtuais, que tanto atacam os oponentes quanto defendem seus “patrocinadores” nas redes sociais e em grupos no WhatsApp.

Embora a eficiência da guerrilha cibernética seja discutível, quem a financia parece partir de uma lógica torta: quem apanha, mas também bate, no mínimo arranca um empate!

E haja soldado disposto a se alistar... a maioria, obviamente, não encara as trincheiras por honra ou glória. É grana mesmo, e em alguns casos, arrancada de quem não tem nada a ver com a encrenca: os contribuintes, cujos impostos bancam os cargos comissionados dos pistoleiros de aluguel.

Até algum tempo atrás, as camadas inferiores da política eram habitadas por gente que se orgulhava de defender sua posição voluntariamente. O tempo da inocência acabou: agora, do cabo ao recruta, esforço de guerra, só com remuneração. E não tem mais aquele velho escrúpulo da lealdade: quem paga mais, leva...

Com a proliferação dos grupos criados na palma da mão, através de um simples click e o acesso fácil à comunicação instantânea, a mesma ferramenta que poderia servir para melhorar o nível de participação da sociedade em discussões visando o bem de todos, foi transformado numa arma de picaretas a serviço de si mesmos.

Destruir reputações e bajular quem paga virou meio de vida para muita gente em Vilhena. Tudo o que é necessário para executar o serviço é um celular com acesso à internet. Não chega a ser ilegal, mas começa a virar uma verdadeira febre na maior cidade do Cone Sul. 

Chega até a dar saudades das famosas “formiguinhas”, aquelas pessoas pagas para agüentar sol no lombo pelas ruas, falando bem do contratante e esculhambando o adversário. A diferença é que esta categoria só atuava de dois em dois anos e não invadia a casa de ninguém a qualquer hora do dia ou da noite...

*Dimas Ferreira é jornalista, advogado e editor do FOLHA DO SUL ON LINE




Fonte: Folha do Sul
Autor: Dimas Ferreira

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