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Domingo, 23 de Fevereiro de 2020

Educação

21/11/2019 13:20:00

Possível mudança de escola para jovens e adultos mobiliza professores e alunos; secretária reclama, mas assegura manutenção


Vivian Repessold pediu ajuda dos alunos e professores para buscar meios de atrair novas matrículas
 

A notícia do possível fechamento das salas do EJA (Educação de Jovens e Adultos) na Escola Vilma Vieira mobilizou professores e alunos, que viram ameaçado o seu direito a educação. Ao longo de todo o dia, alunos e professores fizeram uma série de reuniões, inclusive com o prefeito Eduardo Japonês (PV), na busca por uma solução para o problema.
 
Caso o fechamento das atividades do EJA se concretizasse, os alunos teriam que se deslocar até a escola Marcos Donadon, do outro lado da cidade, para continuar estudando. A alegação para o cogitado encerramento do EJA na escola, que atende o público dos setores 8, 9, 12 e 13, bairros Cohab, Parque São Paulo, Orleans e Assossete, seria a evasão escolar. Segundo dados apresentados pelo professor Oscar Blanc, supervisor do EJA na escola, dos quase 200 alunos que iniciaram o ano, pouco mais de 60 ainda estão nas salas.
 
Na última reunião do dia, que aconteceu no início da noite de ontem na escola, e que contou com o público estudantil, a secretária de educação de Vilhena, Vivian Repessold, justificou a reflexão sobre o fechamento de salas do EJA na Vilma Vieira pelo olhar administrativo,  afirmando que o número pequeno de alunos não justificava os gastos que a Secretaria tem mantendo as salas em funcionamento. “Temos turma com quatro alunos”, afirmou.
 
Presente no evento, juntamente com os colegas Vera da Farmácia (MDB e Carlos Suchi (Podemos), o vereador Samir Ali (PSDB) disse entender o posicionamento da secretária em relação aos gastos , mas afirmou, apontando para um senhor aluno do EJA: “Mas, quando eu vejo um senhor na idade dele buscando o aprendizado, entendo que poderia ter apenas dois na sala que ainda assim se justificaria os custos”.
 
A secretária garantiu que o EJA será mantido em 2020, na Escola Vilma Vieira, mas pediu ajuda da comunidade escolar, a fim  de atrair novos alunos para as salas de aula. “Tem que ser um esforço conjunto entre Secretaria, escola, professores e alunos, cada um de vocês deve conhecer alguém que está fora da sala de aula, então vá até ele e o convide a voltar à escola”, pontuou.
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

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