“Esse negócio de partido é uma bandidagem. Negociam para se manter no poder”
Numa longa entrevista concedida ao vivo na noite de ontem, ao apresentador Noel Nascimento, da Rede TV, em Vilhena, o empresário Jaime Bagattoli, que se consolidou como liderança política no ano passado, concorrendo a senador pelo PSL, disparou uma série de críticas e ameaçou ir à justiça contra o aumento do IPTU na cidade.
Explicando que não conseguiu disputar a prefeitura de Vilhena em várias ocasiões por “não ter um partido na mão”, o magnata do agronegócio disparou contra o sistema político: “Esse negócio de partido é uma bandidagem. Negociam para se manter no poder”.
Bagattoli criticou a gastança desordenada do poder público, sem poupar Executivo, Legislativo e Judiciário. Em relação à Câmara de Vereadores, adotou uma sinceridade politicamente suicida: propôs reduzir em 50% o custo do Parlamento local, mas cutucou também a Assembléia Legislativa: “É uma vergonha”.
Sobre uma eventual candidatura a prefeito em 2020, Jaime surpreendeu ao revelar que nem sabe quem comanda em Vilhena o PSL, ao qual continua filiado. E prometeu ir a Brasília saber como a legenda usou recursos públicos para financiar candidatos laranjas, se ele teve que arrancar mais de R$ 2 milhões do próprio bolso para bancar sua campanha e dos colegas no ano passado.
O vilhenense também foi duro com o correligionário e governador Marcos Rocha, eleito com seu apoio: disse que o mandatário “não quer um empresário como eu para ajudar e opinar”.
DEPÓSITO EM JUÍZO
Sobre o IPTU, cujo reajuste o atingirá em cheio, o quase-senador disse que ainda não tem conhecimento dos valores que receberá, pois a prefeitura se recusa a mostrar em quanto virá seu carnê. Mas já adiantou: se o Posto Catarinense, “que gera de 160 a 170 empregos diretos”, receber cobrança de R$ 40 mil ou 50 mil, ele vai depositar o valor em juízo e entrar com ação na justiça. Hoje, o enorme terreno que abriga parte das empresas do Grupo Bagattoli, na região central da cidade, paga pouco mais de R$ 17 mil de IPTU.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 08 de Março de 2019, às 10:20