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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

Política

05/06/2019 15:18:00

Queda de braço em Vilhena: da tribuna, vereador acusa prefeito de usar servidores para atacá-lo e assessoria rebate


“Isso não é deste mandato, deste prefeito, isso é um câncer que está impregnado na política do nosso município”

Durante a sessão desta terça-feira, 04, da Câmara Municipal de Vilhena, o vereador Carlos Suchi (Podemos) se manifestou sobre a polêmica envolvendo o DNIT e acusou o prefeito Eduardo Japonês de, nas palavras dele, “colocar funcionários da prefeitura para atacar vereadores”. Em matéria publicada anteriormente o vereador já havia acusado o prefeito de tentar desacreditá-lo.  Lembre aqui.

“Isso é uma coisa danosa, quando você vê o prefeito mandar atacar um vereador, ao ponto de chamar de mentiroso, por uma coisa que o vereador está tentando ajudar a população, ajudar o prefeito; porque quando o vereador busca algo e passa para o Executivo, a ideia é que tá junto, isso tem que ser aplaudido; agora, o contrário, tentar desmoralizar o parlamentar, uma pessoa que foi eleita pelo povo, é muito danoso, é ruim. Eu acho que essas pessoas do Executivo têm que refletir e parar de mandar funcionários atacar vereador, porque aqui é uma Câmara tranquila. Então, não há necessidade da gente estar fazendo nesse tipo de situação”, pontuou.  

Durante sua fala, Suchi foi aparteado algumas vezes. A primeira pelo vereador Samir Ali (PSDB) que se solidarizou com o colega. “Eu quero dizer que eu acho que o Executivo e Legislativo têm que caminhar juntos, temos que comemorar as conquistas e não ficar medindo quem conseguiu e quem não conseguiu”. 

Também do PSDB, Rafael Maziero lembrou que no início do seu mandato sofreu uma série de ataques. “Isso não é deste mandato, deste prefeito, isso é um câncer que está impregnado na política do nosso município, e nós precisamos combater essas práticas com atos e políticas públicas voltadas para o povo”. 

Rogério Golfeto foi outro vereador a se pronunciar durante o discurso de Suhi e afirmou que os palanques eleitorais ainda não foram desfeitos. “O problema aqui é que os palanques não foram desmontados depois da eleição, e isso não é saudável para o município, devemos trabalhar em prol do município, se não é a população quem padece”. 

Ao retomar a palavra, Suchi conclui a sua fala dizendo não temer ninguém, afirmando que irá manter a sua linha de atuação e cobrando dos colegas que a Câmara mantenha a sua soberania.  “Eu vou continuar com a minha política. Não tenho medo de prefeito, não tenho medo de deputado, não tenho medo de ninguém, só tenho medo de Deus; do homem não tenho medo não. Agora, nós temos que nos posicionar, nós temos soberania nesta Casa; porque a partir do momento que nós formos comandados por outra pessoa, seja prefeito, deputado, senador, aí estamos enrolados, podemos pegar a malinha e sair daqui”.  

O FOLHA DO SUL ONLINE procurou a assessoria da Prefeitura, que negou que o prefeito tenha chamado o vereador de mentiroso. “O prefeito Eduardo Japonês nunca chamou o vereador de mentiroso, porque na verdade sequer comentou em lugar algum sobre o tema. O servidor do DNIT foi quem tomou a iniciativa de esclarecer os fatos porque as conversas para o acordo de utilização daquela área sempre foram feitas entre eles e o prefeito. O prefeito sempre dá crédito a quem faz coisas que beneficiam o município, independente de qual grupo político pertença”. Entenda aqui.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

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