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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

Policial

21/01/2019 16:06:00

Sem reajuste salarial há 7 anos e em busca de melhorias, agentes penitenciários alertam para o risco de rebelião por causa do baixo número de servidores


Profissionais da segurança pública ressaltam a necessidade da contratação de novos agentes

Agentes Penitenciários de todo o Estado de Rondônia se uniram para a “Operação Legalidade”. De acordo com o vice-presidente da Singeperon (Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socioeducadores de Rondônia), Claudinei Costa de Farias, o que está acontecendo não é uma greve, mas sim um movimento em prol da melhoria nas condições de trabalho.

Claudinei conta que os agentes de plantão estão trabalhando, enquanto os que estão de folga participam da mobilização. Ele ressalta que os profissionais, que deixaram apenas de fazer o extra, vão trabalhar dentro da legalidade e nas normativas de segurança, cuidando apenas dos postos: as entradas das unidades prisionais, portas das carceragens e guaritas.

A grande demanda com falta de efetivo é um dos motivos para a operação. Hoje, pelo Conselho Nacional de Políticas Criminais, é preciso que seja disponibilizado um agente penitenciário para cada grupo de cinco apenados. Porém, o que acontece em Vilhena é diferente.

Na Casa de Detenção, onde cerca de 100 pessoas cumprem penas, há apenas três agentes penitenciários. Quando um detento é internado, esse número se reduz a um, uma vez que é preciso dois agentes para fazer o acompanhamento ao Hospital Regional.

O mesmo acontece no Centro de Ressocialização Cone Sul. A unidade, onde há 400 presos, dispõe de apenas cinco agentes para dar conta de todo o trabalho. Claudinei explica que o baixo número de profissionais da área impede que haja mais fiscalização, e por isso pessoas conseguem entrar nas unidades prisionais com drogas e aparelhos celulares.

Ele conta também que no presídio do Cone Sul há cinco dias os detentos não vão ao banho de sol, e que diante disso há um risco de acontecer uma rebelião ou fuga, já que não há agentes suficientes para fazer toda a segurança.

Outra reivindicação gira em torno das condições salariais. Há 7 anos não há nenhum tipo de reajuste. “Ano passado o Governo propôs uma melhoria salarial, mas a nova administração vetou esse orçament. Então, nós não temos prazo para encerrar nossa mobilização. Ficaremos até que o Estado nos dê uma resposta e valorize o servidor”, pontuou.

Uma servidora queixou-se que, pela falta de servidores, é preciso fazer muitas horas extras, o que às vezes acontece após um plantão. Cansados, os profissionais acabam colocando a própria segurança em risco. “Se a gente cochilar, pode ser morto”, acrescentou.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Jéssica Chalegra

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