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Domingo, 18 de Agosto de 2019

Saúde

26/04/2019 10:33:00

Urologista vilhenense que já amputou seis pênis confirma declaração de Bolsonaro sobre higiene íntima masculina


Mil membros são amputados no Brasil “por falta de água e sabão”

“Uma coisa muito importante, para complementar aqui o ministro [Abraham Weintraub]. Dia a dia, né, a gente vai ficando velho e vai aprendendo as coisas. Tomei conhecimento uma vez que certos homens ao ir para o banheiro, eles só ocupavam o banheiro para fazer o número 1 no reservado”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro, durante visita ao Ministério da Educação, nesta semana. Em seguida, Bolsonaro citou um “dado alarmante”: mil amputações de pênis por ano no Brasil “por falta de água e sabão”.

“Quando se chega a um ponto desses, a gente vê que nós estamos realmente no fundo do poço. Nós temos que buscar uma maneira de sair do fundo do poço ajudando essas pessoas, conscientizando-as, mostrando realmente o que eles têm que fazer, o que é bom para eles, é bom para o futuro deles, e evitar que se chegue nesse ponto ridículo, triste para nós, dessa quantidade de amputações que nós temos por ano”, complementou o presidente.

A polêmica declaração de Bolsonaro, que rendeu uma série de manifestações nas redes sociais é endossada pelo médico vilhenense Nilton Migiyama, único urologista em atividade no Cone Sul.

Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, no ano passado, o profissional de saúde comentou o caso do homem de 51 anos, que havia sido  encaminhado para Porto Velho após fraturar o pênis numa relação sexual com a esposa em Vilhena.

O cirurgião esclareceu que este tipo de ocorrência é relativamente, e ele mesmo já operou seis pacientes na mesma situação.  Migiyama esclareceu que, no dia do incidente ele não estava de plantão e nem na cidade. O médico disse ainda que, nesse tipo de intervenção, que ele considera simples, raramente o paciente fica impotente ou com deformação peniana.

“Mas é bom esclarecer que o médico especialista, no caso, o urologista, deve agir rápido”, aconselha o profissional.

Em alguns dos casos atendidos por Migiyama, a amputação do órgão sexual masculino se deu em virtude da falta de higiene, que fez com que o membro fosse atingido por câncer e outras doenças.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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