De acordo com o presidente Ronildo Macedo não há uma data prevista para votação

A sessão de ontem da Câmara Municipal de Vilhena começou com meia hora de atraso. O motivo: uma reunião que tratou do Projeto de Lei 5.708/02019, que autorizava a Prefeitura de Vilhena a confessar dívida de mais de R$ 34 milhões com a empresa distribuidora de energia elétrica Energisa, e que culminou com a retirada do PL da pauta. 

O vereador Samir Ali (PSDB), que propôs o adiamento da votação do PL a fim de realizar uma análise mais profunda da matéria, justificou assim o seu posicionamento: “Essa Casa não é contra esse projeto. Mas, tivemos uma reunião com um representante da empresa que se contradisse em alguns pontos. Então, busquei informações e, em diálogo com o deputado Ismael Crispin (PSB), ele me apresentou alguns dados. Segundo ele, a Energisa deve hoje ao Governo do Estado R$ 2 Bilhões. Valor do qual, por obrigação, o Governo deveria repassar para Vilhena R$ 8 milhões. É uma dívida que o Governo de Rondônia já tem com Vilhena, por causa da dívida da empresa distribuidora de energia com o Estado. Então, por prudência, eu pedi aos colegas a retirada do projeto da pauta. Para que nós possamos analisar se esse projeto é realmente benéfico para o nosso município”, pontuou. 

O presidente do Legislativo, vereador Ronildo Macedo (PV), disse que muitos pontos do projeto precisam ser analisados antes da matéria ser levada à votação. O projeto retorna para as comissões e segundo Macedo, não tem uma data prevista para ser apreciado no plenário.

QUEDA DE BRAÇO
Embora os vereadores não admitam, fontes do FOLHA DO SUL ON LINE revelaram que o recuo em aprovar a matéria tem a ver com a relação do prefeito Eduardo Japonês (PV) com a Câmara, onde ele tem maioria. Apesar da vantagem numérica de sua base aliada, o mandatário estaria dando pouca atenção ao diálogo com os parlamentares.

Em conversa recente com o site, um vereador revelou o que ouviu de um assessor do prefeito, ao cobrar maiores explicações sobre a negociação da dívida com a Energisa: “Ele disse na minha cara que se a gente quisesse, que votasse, e se não quisesse, não tava preocupado”.

Há dias, mesmo entre seus aliados no Parlamento, Japonês enfrenta críticas, por manter um relacionamento frio e distante com os vereadores. “Ele se cercou de um grupinho e não escuta mais a gente, isso quando não trata com desprezo”, desabafou um edil da base.