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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

Política

09/09/2019 16:04:00

Votação de negociação milionária na Câmara deve sacramentar rompimento de vereador com prefeito em Vilhena


Eduardo exonerou pessoas que seriam ligadas a Samir Ali

Deve ir de vez para o vinagre a já azeda relação do prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PV) com o vereador Samir Ali (PSDB). O parlamentar tucano já antecipou que, na sessão da Casa, que será realizada amanhã, irá votar contra a negociação do município com a Energisa, para a quitação de uma dívida milionária.

Na semana passada, o próprio Samir já havia conseguido abortar a votação da matéria (lembre aqui), alegando que a transação seria prejudicial ao município. Japonês alega vantagem, já que conseguiu reduzir para menos da metade o valor que era cobrado pela empresa.

OFOLHA DO SUL ON LINE entrou em contato com o vereador, por telefone, e ele deu outros motivos para se posicionar contra a negociação, até que toda a proposta seja discutida.

O vereador diz que descobriu uma situação no mínimo estranha: em gestões passadas, uma dívida astronômica da Ceron (que acabou comprada pela Energisa) junto ao município, acabou prescrevendo. E um decreto da administração municipal na época perdoou o débito.

A dívida atribuída à Ceron é do tempo do ex-prefeito Melki Donadon, que multou a estatal, através da Vigilância Sanitária, após impor à companhia a obrigação de trocar vários postes de madeira na cidade. A própria prefeitura acabou fazendo o serviço, e multa foi sendo atualizada.

Samir garantiu que não é contrário à negociação entre a prefeitura e a Energisa, porém, exige um profundo debate antes que o acordo seja concretizado. “É preciso buscar os responsáveis por esse prejuízo causado ao município de Vilhena e que agora será pago pelo contribuinte. Também entendo que devemos buscar mecanismo legais para rever a prescrição desse débito”.


EXONERAÇÕES
Na semana passada, prefeito de Vilhena, exonerou pessoas supostamente ligadas ao parlamentar tucano. Eduardo e sua equipe não explicaram as dispensas, mas nos meios políticos locais a ação foi considerada uma resposta a Samir que, mesmo se mantendo na base do prefeito na Câmara, fez várias cobranças à gestão dele.

Jovem, mas considerado uma dos “cérebros” do Parlamento, o jovem tucano comentou o ato de Japonês. “Cabe ao prefeito essas decisões e eu respeito a autonomia que ele tem nesse sentido. Não vejo como perseguição, e sim com uma decisão que cabe somente a ele. Se eu for interferir nas atribuições do prefeito, vou perder o direito de cumprir as minhas como vereador”.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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