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Sábado, 26 de Setembro de 2020

Política

12/08/2020 09:11:00

Câmara cobra ações contra violência doméstica na pandemia e vereador denuncia “milícia digital” paga com dinheiro público

 
Requerimento do vereador Rogério Golfeto recebeu apoio de outros parlamentares
 
A violência doméstica nos tempos de pandemia foi um dos temas debatidos pelos vereadores vilhenenses durante a sessão legislativa desta terça-feira, 11.
 
O vereador Rogério Golfeto (PDT) apresentou um requerimento que cobra do Executivo que informe quais ações a Administração Municipal tem adotado no combate e prevenção à violência doméstica. “Neste período de pandemia, houve um aumento da violência doméstica, e o que queremos saber é se o município tem alguma medida tomada para atender estas mulheres que estão sendo vítimas”, disse Golfeto ao defender seu requerimento.
 
A vereadora Vera da Farmácia (PP) se pronunciou sobre o tema, comemorando a reabertura do Abrigo da Mulher. “Estamos cobrando a reabertura do Abrigo da Mulher, onde teremos psicólogos para atender a mulher violentada. Nós, mulheres aqui dessa Casa de Leis, estamos lutando para a reabertura do Abrigo, que será importante para dar apoio às vitimas de violência doméstica”, disse a vereadora.
 
Outro a empenhar apoio à aprovação do requerimento foi o vereador Rafael Maziero (PSDB), que lembrou que ele tem, tramitando na Casa, um Projeto de Lei que impede o agressor condenado com base na Lei Maria da Penha de ser contratado no serviço público. “Pode até não ser tão eficiente, mas a aprovação desse projeto é uma resposta que essa Câmara pode dar para tentar coibir esse tipo de ação”, disse.
 
A vereadora Professora Valdete Savaris (PPS) salientou a importância da reativação do Abrigo da Mulher para as vítimas de violência doméstica. “Eu já trabalhei na Assistência Social, e sei que muitas mulheres vítimas de violência não têm coragem de expor o agressor, não têm coragem de denunciar. E, portanto, esse requerimento seu é muito louvável, assim como será importante a reabertura do Abrigo da Mulher”, pontuou a vereadora, dirigindo-se a Golfeto.
 
O Adilson de Oliveira (PSD0 lembrou que o Abrigo da Mulher de Vilhena já foi referência em todo o Estado, enquanto o Samir Ali (Podemos) defendeu o convocação dos profissionais aprovados no último concurso. “São questões fáceis de resolver, nós temos o CAM (Centro de Atendimento à Mulher); e o Abrigo está para ser reativado. O que falta para o município conseguir prestar esse atendimento com qualidade e dignidade pra população, é mão de obra. É psicólogo, é fisioterapeuta, são médicos”, enumerou.
 
Ali teceu críticas ao Palácio dos Parecis por optar em manter o que ele chamou de “milícia digital” ao invés de contratar os aprovados no concurso. “O Executivo precisa ter o entendimento de que o que nós precisamos é de profissionais qualificados para atender a população e não de portariados para ficar na internet defendendo o prefeito, e ganhando fortunas pra denegrir a imagem de vereadores. Pessoas que ganham salários astronômicos, sem função, sem capacidade, enquanto profissionais aprovados em concurso público estão perdendo a oportunidade de estar prestando serviço de qualidade à comunidade”, disse.
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

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