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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020

Geral

17/01/2020 13:29:00

Contratados por empresa que realizou concurso da prefeitura não recebem pagamento e vão acionar polícia e MP

 
“Todos esperavam receber esse dinheiro antes do natal para ajudar nas festas de fim de ano”
 
Pessoas que trabalharam para a empresa Ibade, responsável pelo concurso o público realizado pela prefeitura de Vilhena, devem registrar queixa na polícia e acionar o MP esta semana, por não receberem os valores combinados para atuar durante a aplicação das provas do certame, no dia 15 de dezembro.
 
Só na faculdade Unesc, onde as provas também foram feitas, trabalharam 104 pessoas, em funções como fiscal de sala, fiscal de corredor, fiscal com detector de metais, fiscal de títulos, porteiro, intérprete de libras, transcritor, médico, enfermeiro e zeladoria. Como os exames aconteceram também em outras faculdades e escolas públicas, o número de contratados teria sido de centenas de pessoas.
 
As remunerações variavam de 70 a 180 reais para alguns profissionais, mas os de nível superior, caso dos médicos, provavelmente ganhariam mais. Houve contratado que trabalhou em dois períodos. E todos estão sem receber.
 
Além das queixas pela falta de pagamento, os contratados também se queixaram da comida servida no dia da prova e denunciaram que até salada estragada foi servida.
 
POR QUE NÃO PAGAM?
O Ibade, que tem sede no Rio de Janeiro e aplica provas de concursos em todo o país, prometeu que pagaria os que foram recrutados por ela, em Vilhena, no dia 06 de janeiro. Não cumpriu e jogou o compromisso para ontem, dia 16, mas também não honrou a dívida. Agora, segundo um dos que estão cobrando o débito, a empresa não tem previsão de fazer o pagamento.
 
A alegação da firma carioca é que não há como saldar a dívida porque ainda não recebeu o dinheiro da prefeitura de Vilhena. Ao comentar a alegação do Ibade, um dos contratados disparou: “Como pode a prefeitura ter recebido as taxas de inscrição antecipado e não ter pago a empresa que prestou o serviço? Viraram o ano fiscal devendo por um serviço do qual centenas de pessoas dependiam? Aliás, todas esperavam receber esse dinheiro antes do natal para ajudar nas festas de fim de ano, mas já ficou para 2020 e agora estamos na terceira espera”.
 
O FOLHA DO SUL ON LINE tentou contato com a empresa através dos telefones disponibilizados, mas as chamadas sequer foram atendidas. O site deixa aberto o espaço para que, tanto o Ibade quanto a prefeitura se manifestem quanto às acusações, caso tenham interesse em se pronunciar.
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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