Visitas 41357779 - Online 238

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020

Empresas

24/03/2020 16:48:00

Dono de supermercado descarta risco de desabastecimento em Vilhena, comenta preços e diz que vai à justiça contra fake news

 
“Nenhum de nós seria louco de aumentar preços de forma exagerada num momento como esse”
 
Após a circulação de uma imagem que teria sido tirada dentro de seu supermercado, o empresário Emerson Corbari procurou a redação do JORNAL FOLHA DO SUL ON LINE para alertar a população a fake news envolvendo a empresa, e também para dizer que não irá faltar produtos na prateleira por causa do novo Coronavírus se todos consumirem de forma consciente.
 
O caso começou quando uma consumidora publicou nas redes sociais fotos dos valores de produtos alimentícios, apontando que houve reajuste abusivo nos preços. Por se tratar de uma informação inverídica, o empresário afirmou que irá procurar meios legais. “O que ela disse sobre o preço na nossa loja não é verdade e ela será acionada judicialmente, comentou. Ele completou que existem vários produtos, de marcas distintas, e os valores vão variar de acordo com cada um.
 
Emerson explicou que desde que começou a crise envolvendo o novo Coronavírus na China, o dólar tem subido, e isso interfere nos valores colocados aqui. “Então, por exemplo, o açúcar, trigo, soja e milho... o preço foi subindo junto com a cotação da moeda americana”, explicou.
 
Então, tudo que for cotado em dólar, aumentou e valor. Outra coisa que entra em questão é a demanda, que aumentou muito nos últimos dias. Por isso, o empresário acalma a população e diz que as pessoas podem continuar com o consumo normal, porque os mercados estão abastecidos e não irá faltar mercadoria. Porém, o consumo excessivo tem sido um problema.
 
“Na semana passada, todo mundo comprou mais do que precisava, e antes da hora”, revelou.
 
Ele ressaltou que como o mercado faz parte dos comércios que não irão fechar durante a quarentena, todos os funcionários passaram por treinamentos e medidas cautelosas foram adotas para evitar que sejam contaminados.
 
AUMENTOS
O varejista esclareceu que eventuais aumento de preços se deve a decisões das indústrias fornecedoras. É o caso de uma marca de leite de caixinha, que era comprada pelos supermercados a R$ 2,65 e saltou para R$ 3,20 recentemente. “Mas só colocamos preço novo nos produtos que chegam com reajuste”. Nunes lembrou que a maior parte dos hortifruti e a carne estão com preços estáveis.
 
Ao encerrar a entrevista, o comerciante garantiu: “ninguém está no varejo por acaso. E nenhum de nós seria louco de aumentar preços de forma exagerada num momento como esse”.
 
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Jéssica Chalegra

Newsletter

Digite seu nome e e-mail para receber muitas novidades.

SMS da Folha

Cadastre seu celular e receba SMS com as principais notícias da folha.