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Domingo, 05 de Abril de 2020

Saúde

17/02/2020 16:02:00

Em coletiva, vice-diretor clínico do Hospital Regional de Vilhena fala sobre casos de meningite

 
Segundo André Oliveira, os pacientes diagnosticados com meningite são todos crianças e estão isolados em um quarto

 
No final da manhã desta segunda-feira, 17, o vice-diretor clínico do Hospital Regional de Vilhena André Oliveira concedeu entrevista coletiva para falar sobre os casos de meningite diagnosticados recentemente na cidade. A direção do HRV emitiu nota no sábado informando do diagnóstico positivo da doença em uma criança indígena; e relando que outras duas crianças, uma indígena da mesma aldeia do caso conformado, e outra de uma escola privada na área urbana.
 
Hoje, o médico disse na coletiva, que o diagnóstico do paciente da escola privada, foi negativo. Mas, em relação a outra criança indígena, explicou que a criança teve contato com o paciente infectado, desenvolveu os sintomas clínicos da doença, e como o exame específico para  o diagnóstico não é feito na rede pública, e sob o risco de complicações em caso de retardo no início do tratamento, foi iniciado o terapia com antibióticos. “Com base no contexto, o fato de ter tido contato direto com o paciente infectado, os sintomas que ele apresentava tudo indica que ele também tenha a doença, e como o exame demoraria muito, iniciamos de imediato o tratamento”, disse.
 
As duas crianças em tratamento da meningite estão uma um quarto isolado do HRV, e de acordo co o Drº André Oliveira estão respondendo bem ao tratamento e devem receber alta em breve. Oliveira assegurou que o isolamento é apenas medida de segurança, uma vez que 24 horas após o início do tratamento o paciente já não transmite mais.
 
Embora seja baixo o risco de transmissão, o vice-diretor clínico revelou que a direção do HRV tomou algumas medidas de segurança, além do isolamento dos pacientes, como a limitar a entrada de visitas a apenas uma pessoas por paciente; e pedir às pessoas que evitem ir ao HRV por qualquer motivo, as orientando a buscarem atendimento nas Unidades Básicas de Saúde. “Que evitem vir ao hospital desnecessariamente, pois isso aumenta o risco de contaminação; busquem atendimento nos postinhos de saúde, lá temos profissionais capacitados para o atendimento”, pontuou.
 
 
Oliveira terminou solicitando aos pais que evitem de mandarem seus filhos para a escola ou creche, se ele apresentar algum sintoma de gripe ou conjuntivite. “Não mande seu filho gripado para a sala de aula, por que será uma criança gripada num dia, no outro serão 5 ou 6. Então se seu filho estiver com febre, tosse, nariz escorrendo, leve-o a um posto de saúde e faça o tratamento corretamente”, aconselhou.
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

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