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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2020

Cotidiano

18/10/2020 09:33:00

Em meio à pandemia de Covid-19, um segmento que não parou de dar lucros foi o de sex shop; empresária comenta

 
Comerciante revela que algumas mulheres fingem orgasmos para os parceiros
 
 Enquanto muitos microempresários se queixam dos prejuízos causados pela crise sanitária, tendo alguns que fechar as portas ou passar a atender exclusivamente de forma virtual para economizar os aluguéis de pontos comerciais, um segmento  que não tem do que reclamar, e que na verdade vem crescendo em meio às restrições da pandemia, é o do Sex Shop.
 
 Apesar do aumento do número de registros de violência doméstica, as estatísticas de vendas dos sex shops de Vilhena mostram que nem todos os casais têm se estranhado durante as restrições e nem todos os solteiros têm seguido à risca as regras de distanciamento social.
 
 Em entrevista feita pelo FOLHA DO SUL ON LINE com revendedoras do ramo erótico, elas afirmaram que, além dos negócios não terem sofrido com a crise, o número de vendas cresceu, principalmente para clientes casados, que por estarem passando mais tempo juntos, estão experimentando novidades na relação.
  
Com produtos que vão de R$ 6,00 a R$ 500,00 e que prometem esquentar a intimidade, satisfazendo a todos os perfis, os sex shops dispõem de uma variedade de produtos que pode deixar qualquer pessoa, por menos conservadora que seja, de "queixo caído".
 
 Dona de um dos pontos de venda de produtos eróticos mais populares de Vilhena e com a maior variedade, Meirielli Ferreira, que já atua no meio comercial há vários anos e que abriu seu sex shop já durante a pandemia, afirma que o que manteve sua renda no período mais crítico da crise foi de fato seu novo investimento, pois a loja de roupas  que possui no mesmo prédio, teve uma queda brusca nos lucros.
  
Além dos produtos destinados apenas para a intimidade, Meirielle apostou em um truque infalível para cativar até as clientes mais sistemáticas, que é a venda de maquiagens e acessórios femininos no mesmo local, pois devido aos tabus que ainda giram em tono do ramo erótico, muitas acabam se sentindo intimidadas ao serem vistas entrando em um sex shop.
  
“Apostei em colocar produtos de beleza e acessórios, não focando apenas nos produtos eróticos, para que as clientes se sintam mais a vontade ao serem vistas na minha loja, pois apesar da sexualidade ser algo comum na vida de todo mundo, ainda há muito preconceito quando se trata deste tipo de comércio”, afirmou a empresária.
  
Meirielle afirmou ainda que a grande maioria das pessoas que entram em sua loja a procura de acessórios ou maquiagens, dificilmente sai sem levar um produto do sex shop, que fica em um cômodo mais reservado, para evitar a exposição aos filhos das clientes e para aqueles que de fato não gostam.
  
“Acredito que tanto o comerciante quanto o cliente tem que respeitar as preferências, pois há quem curte e há quem não curte, e isso não torna ninguém melhor ou pior que o outro”, relatou Meirielli.
  
No entanto, a empresária afirmou possuir muitas clientes que tiveram suas vidas sexuais transformadas após aderirem ao uso de seus produtos eróticos e que na maioria das vezes, a insatisfação na intimidade, parte da falta de autoconhecimento.
  
“Quando uma pessoa, independente do gênero, procura um produto erótico, na verdade ela está buscando uma libertação de sensações, que devido a falta de autoconhecimento ou por se sentir reprimida pelo parceiro, acaba sendo impedida de sentir”, afirmou Meirielli.
 
 No entanto, a empresária acredita que antes do uso de qualquer objeto erótico, o casal precisa conversar, se conhecer e se libertar para que haja uma satisfação mútua, pois ainda hoje, mesmo com tantas informações explicitas, há homens crentes que estão satisfazendo suas parceiras, quando na verdade, estas nunca tiveram um orgasmos, apenas fingem.
 
 
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Leir Freitas

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