Visitas 31102023 - Online 211

Sábado, 28 de Março de 2020

Política

13/02/2020 20:33:00

Empresário vilhenense explica alta de combustíveis, critica gastos com deputados e cobra apoio da sociedade a Bolsonaro



"Falam que o PT errou... errou mesmo, e tem que pagar por isso. Mas não foi só o PT, foram todos"

Numa conversa organizada por ele mesmo, e que reuniu lideranças e profissionais de imprensa, na tarde desta quinta-feira, 13, o empresário Jaime Bagattoli falou sobre o assunto do momento: combustíveis. Ou melhor, sobre a carga tributária que eleva o preço do produto.

Atuando o ramo há décadas, Bagattoli fez contas simples e explicou o que, na visão dele, seria grande problema que impede a redução de preços nas bombas: o ICMS cobrado pelos Estados, que não incide apenas sobre os preços das refinarias.

Usando uma tabela (VEJA NA IMAGEM ABAIXO), o empresário vilhenense explicou que, além de ser cobrado sobre os combustíveis, o tributo estadual também é cobrado sobre os impostos federais e sobre a cadeia que inclui o transporte, a adição de outros itens, como álcool anidro e biodiesel, e sobre o lucro dos postos.

Jaime revelou que, hoje, Rondônia consome 500 milhões de litros de combustível (no Brasil, são 45 bilhões de litros), o que garante uma receita de R$ 600 milhões por ano. Segundo ele, o Estado cobra 18% sobre o diesel e 26% sobre a gasolina. Em outros Estados, a gasolina é tributada em 12%.

O que o líder político e empresarial prega, como forma de baixar a gasolina, é o Estado parar de tributar o PIS/Cofins e a Cide, impostos federais que compõem  a carga total do produto. 

Jaime revelou ainda que, para definir a tributação, o Estado fiscaliza os postos do Estado quinzenalmente, e faz uma média dos preços de várias cidades. O problema, disse ele, é que quando o preço baixa nas refinarias, justamente pela morosidade estadual, a queda demora a chegar nas bombas. “E às vezes nem chega, porque já subiu de novo”.

CUTUCADA EM DEPUTADOS
Dizendo não ver “luz no fim do túnel” para corrigir este tipo de distorções, Jaime criticou o repasse de R$ 240 milhões anuais feitos pelo Governo à Assembleia Legislativa. “Consumindo 40% da arrecadação sobre os combustíveis, esses deputados não vão lutar por nós. Quanto maior a arrecadação, maior o repasse para eles”. A crítica foi direcionada também a todos os parlamentos, incluindo o Congresso Nacional e as Câmaras de Vereadores, ambos sustentados por repasses.

TODOS ERRARAM
No momento de apontar os erros de governos “que nos fizeram chegar onde estamos”, Bagattoli disparou: “falam que o PT errou... errou mesmo, e tem que pagar por isso. Mas não foi só o PT, foram todos”, disparou, acrescentando que a gula de Estados, municípios e União por impostos começou após a Constituição de 1988. Antes disso, não havia ICMS, e o imposto era único, cobrado pelo governo federal, que fazia o repasse para os entes federativos.

“BOLSONARO PRECISA DE APOIO”
Aliado de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro, de quem foi candidato a senador em Rondônia em 2018, Jaime disse que o povo precisar apoiá-lo, mesmo que seja necessário ir às ruas, senão ele não conseguirá fazer as mudanças que prometeu. “Eu confio nesse homem, e se há alguém que pode mudar o Brasil é ele”.






Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

Newsletter

Digite seu nome e e-mail para receber muitas novidades.

SMS da Folha

Cadastre seu celular e receba SMS com as principais notícias da folha.