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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020

Saúde

13/08/2020 15:29:00

O medo da doença pode deixar doente: psicóloga de Vilhena alerta para mania de limpeza por medo do Coronavírus

 
Profissional explica efeitos psicológicos causados pelo medo de se contaminar
 

Com o surgimento do novo Coronavírus, que já matou 36 pessoas só em Vilhena, muitos tiveram que nos adaptar a um “novo normal”, que inclui primordialmente novas regras de higiene. Porém, nesta que é a terceira de um sequência de quatro reportagens produzidas pelo FOLHA DO SUL ON LINE sobre os trabalhos que vêm sendo realizados pelo Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) de Vilhena durante a pandemia, o site vai falar sobre a “doença causada pelo medo da doença”.
 
Em entrevista concedida ao site, Edna Mônica Wobeto, psicóloga do Caps, relatou que, com a possibilidade de contaminação pelo vírus, algumas pessoas acabam se isolando de tal forma, que podem adoecer psicologicamente.
 
Há casos que vêm sendo acompanhado pelo Caps, de pessoas que se isolaram em casa, sozinhas, e mesmo assim, adquiriram o hábito de limpar o imóvel várias vezes ao dia, com adição de fortes produtos de limpeza incluindo calçadas externas.
 
Além de desencadear transtornos psicológicos, o medo, incluindo o temor à morte pela Covid-19, também pode agravar os problemas já existentes, como é o caso de pessoas com depressão severa e persistente.
 
Com isso, a psicóloga alerta para alguns sinais que podem apontar o surgimento de um transtorno psíquico causado pelo medo em excesso da contaminação, que são: limpar várias vezes um objeto que só a pessoa tem tocado mesmo sem ter tido contato com outros; limpar a casa várias vezes ao dia, mesmo sem ter saído ou recebido visitas; se isolar de tal forma que não abre a porta nem para conversar de longe com quem chega no portão; tomar banho várias vezes ao dia, mesmo sem ter tido contato com alguém de fora e negação, em excesso, de que o vírus exista, acreditando que a pandemia “é coisa da imaginação”.
 
Por fim, a psicóloga afirmou que é claro que todos devem manter o distanciamento físico e se prevenir, adotando precauções de higiene, como lavar as mãos e usar álcool gel, porém, se isolar do mundo exterior, focando apenas no risco de morte, sem perceber as inúmeras possibilidades de proteção e até mesmo de cura, que são superiores, pode adoecer a pessoa psicologicamente, causando problemas ainda piores do que ser contaminado de fato.
 




Fonte: Imagem ilustrativa
Autor: Leir Freitas

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