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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

Terra

30/06/2020 09:45:00

Nuvem de gafanhotos pode chegar ao Sul de Rondônia? Agrônomo diz que essa probabilidade é “quase zero”

 
Presidente do Sindicato Rural de Cerejeiras afirma insetos não assustam produtores da região
 
Uma nuvem de gafanhotos destruiu plantações de milho e mandioca na Argentina na segunda-feira passada, dia 23 de junho. Segundo a notícia publicada pela imprensa gaúcha, havia o risco de que os insetos cheguem ao Brasil, pelo Rio Grande do Sul.
 
Segundo o governo argentino, a nuvem contém cerca de 40 milhões de gafanhotos e um quilômetro de extensão. A força destrutiva dos insetos numa lavoura é o equivalente ao consumo de 2 mil vacas por dia.
 
Com a notícia amplamente compartilhada nas redes sociais, moradores do Cone Sul começaram a questionar se a nuvem de gafanhotos poderia chegar à região.
 
O engenheiro agrônomo Hugo Dan, da AgroFarm, em Cerejeiras, afirma que o risco de infestação por uma nuvem de gafanhoto desta dimensão no Cone Sul é baixíssimo. “Acho muito difícil estes insetos desta espécie virem para cá. Eles sobrevivem num paralelo do globo terrestre que pega só o Sul do Brasil. Além disso, da região Sul à Amazônica eles teriam muita coisa para comer antes de chegar aqui, inclusive mato, já que gafanhoto se alimenta de gramíneas”, disse.
 
Segundo explicou também o agrônomo, os gafanhotos são da ordem “ortóptero”, como todos estes insetos são. Já a subordem do gafanhoto é a “caelifera”. No entanto, dentro desta subordem existem a mais de 20 mil espécies. E há espécies mais adaptadas a locais frios, outros a locais quentes, e assim por diante. A espécie que atacou a Argentina é a “Schistocerca cancellata”, que não tem afinidade alguma com as condições ambientais da Amazônia. Trata-se de uma espécie pouco conhecida e é adaptada às condições de clima, flora e fauna típicos do hemisfério sul.
 
Ainda de acordo com o agrônomo, já existiu infestação de gafanhotos em Vilhena. “Claro que numa dimensão muito menor, que devorou uma área de 10 a 15 metros quadrados. Mas a praga é até comum no meio agrícola. No Cerrado, por exemplo, há pequenos focos. Mas é uma praga controlável e causa prejuízos pontuais”, disse.
 
Em resposta ao FOLHA DO SUL ONLINE, o presidente do Sindicato Rural de Cerejeiras, Jair Roberto Gollo, afirmou que, pelo menos entre os produtores, não há preocupação com a infestação com os insetos na região. “Estive fora esses dias, mas não ouvi nenhum produtor daqui expressar alguma preocupação com isso”, disse.
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Rildo Costa

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