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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020

Trânsito

12/08/2020 15:45:00

Quase atropelado enquanto pedalava em rodovia que corta Vilhena, médico faz alerta e desabafo em rede social

 
Modalidade cresce e dono de loja confirma que hoje vende o dobro
 
Nesta semana, enquanto praticava ciclismo na BR-364, em Vilhena, o médico Nilton Migiyama levou uma “fina” de um caminhão. Ele contou à reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE que percebeu que o caminhão se aproximava de maneira perigosa e, por precaução, manteve-se o mais a direita possível no acostamento. “Foi o que evitou eu ser outra vítima do trânsito”, contou o urologista, que publicou o “quase-acidente” em seu perfil numa rede social.
 
O médico, que assegura utilizar todos os equipamentos de segurança para a prática do esporte, fotografou o caminhão e fez um desabafo em uma rede social. Ele contou que pensou em divulgar a fotografia de forma que se pudesse identificar o veículo, mas optou por desfocar a imagem. “Eu mudei de ideia porque percebi que isso não seria pedagógico, e sim criaria animosidades. Então, resolvi ser genérico, visto que há uma crescente onda de ciclistas que utilizam a rodovia para diversas finalidades, desde trabalho até lazer e esporte”, explicou.
 
Migiyama lamentou a cidade não ser pensada para todos e manifestou o desejo de que as autoridades encontrem meios de proporcionar mais segurança às pessoas que se utilizam de bicicletas, seja como meio de locomoção, lazer ou para prática esportiva. “Sugiro que gestores, ao construírem pavimentação ou reformarem, comecem a colocar em seus projetos ciclovias, evitando-se acidentes e vidas ceifadas”, ponderou.
 
A reportagem conversou também com Adriane Souza, diretora de marketing do MTB Vilhena, um clube de ciclismo da cidade que conta com 170 membros. Segundo ela, os relatos desse tipo de ocorrência são bem constantes e não envolvem apenas caminhões, mas também veículos de passeio.
 
Adriane revelou que, além dos 170 membros do MTB, somam-se a ele 85 integrantes do ACV e 60 do Desafio Digital. “Esses são os grupos que eu estou a frente, ou seja, são mais de 300 ciclistas recebendo orientações diariamente”, garantiu. 
 
De acordo com Adriane Souza, o MTB reforça constantemente aos seus associados a importância do uso de equipamentos de segurança e de se manterem atentos ao pedalar em rodovias. “Estamos sempre orientando os associados e, para alertar os motoristas, nós fixamos ao longo de trechos das rodovias 364 e 174 placas informando sobre a presença de ciclistas”, pontuou.
 
Adriane contou ainda que o MTB Vilhena, visando a segurança de quem pedala, deve protocolar hoje um ofício junto às autoridades competentes, solicitando a limpeza do acostamento da BR 364. “O acostamento é largo, mas está tão sujo que é praticamente impossível utilizá-lo”, constatou.
 
Adriane disse que a preocupação com a segurança dos ciclistas se justifica, e deveria ser compartilhada pela administração pública, pois houve, este ano, um aumento significativo de adeptos do pedal em todo o Brasil, e em Vilhena não é diferente. “Em números não tenho uma base, mas percebemos um aumento expressivo de pessoas que aderiram a bicicleta. A bike se tornou uma válvula de escape nessa pandemia”, assegurou, antes de concluir: “Peço aos motoristas que lembrem-se que em uma bicicleta vai um filho, um neto, um pai, um amigo de alguém, vai uma vida”.
 
Sobre o aumento de praticantes do ciclismo, a reportagem conversou com uma das lojas especializadas na venda de bicicletas na cidade e ouviu do representante dobrou a procura. Segundo o entrevistado, ele ainda tem algumas bicicletas a pronta entrega, mas dependendo do modelo, o interessado terá que espera pelo menos cinco meses. “Alguns modelos somente para janeiro”, confirmou.
 
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

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