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Sábado, 26 de Setembro de 2020

Educação

03/08/2020 10:45:00

Reaprendendo a ensinar: professores procuram ajuda psicológica e revelam distúrbio causado por “home office”

 
Psicóloga explica desgaste emocional de educadores da rede pública
 
Nesta que é a primeita de uma sequência de quatro reportagens produzidas pelo FOLHA DO SUL ON LINE sobre os trabalhos que vêm sendo realizados pelo Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) de Vilhena durante a pandemia, o site vai falar sobre o trauma vivido por professores da rede pública de educação, por causa da não adequação ao “Home Office”, ou seja, o trabalho remoto.
 
Apesar das restrições da pandemia, que suspendeu as rodas de conversa, que é uma arma poderosa usada pelo Caps na assistência aos pacientes, os atendimentos não pararam e estão sendo realizados via telefone, on line e, em casos extremos, como de pacientes com alto índice de transtorno severo e persistente, de forma presencial.
 
Com a pandemia, o aumento pela procura dos serviços da unidade de terapia aumentou, principalmente por parte profissionais da saúde, como também por pessoas que perderam sua única fonte de renda e se viram sem saída para sustentar a família, vindo a ter pensamentos suicidas.
 
Porém, de acordo com Edna Mônica Wobeto, psicóloga do Caps, também cresceu o número de atendimentos a professores, que não estão se adequando ao home office e, por possuírem problemas psicológicos pré-existentes, tiveram um agravamento em seus quadros, necessitando de acompanhamento.
 
A psicóloga relatou ainda que está sendo estudada, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), rodas de conversas virtuais, para atender a demanda de professores que estão desenvolvendo a Síndrome de Burnout, devido à ministração das aulas online.
 
Burnout ou síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional causado por situações de trabalho desgastantes, que demandam muita responsabilidade e, no fim, o profissional não consegue assimilar um retorno insatisfatório.
 
De acordo com Edna, a reclamação dos professores é unânime com relação ao não desligamento diário das atividades profissionais, e por não receberem um retorno positivo por parte dos alunos.
 
Como o atendimento aos pais e alunos tem se dado através do celular e com os horários de aulas on line, alguns profissionais da educação passaram a trabalhar mais e, consequentemente, perderam seus momentos de lazer.
 
 
“O fato dos servidores não terem mais aquele momento em que se encerrava a jornada de trabalho e iam para casa, faz com que eles não se desliguem do trabalho, pois muitos alegam que passam as noites planejando e, após postarem as atividades nas plataformas, até mesmo com dificuldade, não recebem um fedback satisfatório por parte dos alunos, levando-os a se sentirem improdutivos e desmotivados”, concluiu a psicóloga.
 
 




Fonte: Imagem ilustrativa
Autor: Leir Freitas

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