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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2020

Trânsito

18/11/2020 13:55:00

Técnica em enfermagem fica toda ralada e fratura cinco costelas por causa de quebra-molas mal sinalizado em rodovia

 
Lilian foi atendida no Hospital Regional, onde havia outra vítima do mesmo problema
 
Na noite de segunda-feira, 16, a técnica em enfermagem Lilian Soares, de 33 anos, quebrou cinco costelas ao se acidentar em um quebra-molas que havia sido construído horas antes pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na BR-174, no bairro Bela Vista, em Vilhena, e que não tinha sinalização antecedente.
 
Como determina o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), todas as lombadas devem ser sinalizadas antes de sua construção, com uma placa indicando o local onde esta será instalada.
 
Após a construção exatamente no local indicado anteriormente, ainda deve haver antecedendo o quebra-molas, uma placa com limite de velocidade permitido e outra informando a distância em que o condutor está do redutor de velocidade, a fim de evitar acidentes.
 
Porém, segundo Lilian, ela passa pelo local cerca de quatro vezes ao dia e não havia sinalização informando sobre a construção do quebra-molas, tanto que no dia dos fatos, quando retornava para casa, após ter voltado ao trabalho durante a noite para uma cirurgia de emergência, foi surpreendida pela lombada, que foi feita poucas horas antes, sendo fixada apenas a placa no local, sem nenhuma que antecedesse.
 
Após sofrer a queda que lhe causou enormes escoriações e múltiplas fraturas, a mulher foi conduzida ao Hospital Regional, onde, segundo ela, também estava um senhor, vítima da mesma situação.
 
Já em casa e se recuperando do acidente, Lilian se diz revoltada, pois apesar da imprudência dos responsáveis pela obra, teve que ouvir de alguns que a culpa do acidente era dela, por estar acima do limite de velocidade permitido, mesmo não havendo sido colocada no local, placa informativa.
 
Após o acidente, a Secretaria Municipal de Trânsito (SEMTRAN) improvisou placas para fixar antes da lombada, como uma forma paliativa de solucionar o problema deixado pelo DNIT.
 
A reportagem do site procurou o órgão federal em Vilhena e em Porto Velho, porém, os atendimentos só estão sendo realizados via telefone, que não funcionam.
 
O quebra-molas em questão foi solicitado pelo Corpo de Bombeiros, uma vez que esses  precisam de agilidade para os atendimento e acabavam ficando muito tempo esperando o fluxo da via.
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Leir Freitas

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