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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020

Educação

17/06/2020 09:29:00

Vereadores defendem compra de frota própria pela prefeitura, mas aprovam mudança no transporte escolar terceirizado

 
Projeto que reduziu a idade limite dos coletivos foi aprovada ontem pela Câmara
 
Os vereadores de Vilhena aprovaram nesta terça-feira, 16, a Lei nº 5.833/2020 que altera dispositivos da Lei nº 2.760/2009, que regulamenta os serviços de transporte coletivo escolar no município, reduzindo de 20 para 16 anos a idade máxima de uso dos ônibus escolares.
 
Embora tenha votado favorável ao projeto, o vereador Carlos Suchi (Podemos) argumentou que a fiscalização deve ser constante. “Eu acho que precisamos fiscalizar mais, pois a idade dos ônibus não significa que estejam em bom estado; existem ônibus mais velhos bem conservados, e ônibus mais novos que estão caindo os pedaços”, disse o vereador, que acrescentou ainda: “No futuro, quando tivermos outro representante do Executivo lá, a gente pleite o fim desses contratos de transportes e compra frota própria”, disse.
 
O vereador Samir Ali (Podemos) usou a palavra para citar como exemplo a prefeitura da capital, que adquiriu frota de ônibus próprios para o transporte de alunos. “Eu acho que tá na hora de Vilhena também ter uma frota própria, com ônibus novos”, alegou o vereador, que disse ainda que é preciso se fazer um levantamento de quanto a prefeitura gasta com as empresas de transporte escolar.
 
Também o vereador França Silva (PV) verbalizou opinião sobre o tema e, em concordância com Suchi e Ali, disse que seria mais interessante se nesta data o Legislativo estivesse aprovando um projeto para compra de veículos para a formação de uma frota própria, o que poderia proporcionar um melhor atendimento as crianças. “No entanto, a redução no período de uso destes ônibus já é um avanço; e o próximo passo deve ser a aquisição de frota própria. Mas, enquanto não temos isso, precisamos diminuir o sofrimento, principalmente do pessoal da zona rural, que necessita mais desse transporte”. O vereador terminou dizendo que “não é a prefeitura que tem que se adaptar as empresas, é as empresas que vão prestar serviço à prefeitura que precisam cumprir a lei”.
 
Já o vereador Rafael Maziero (PSDB) argumentou que a aprovação da redução pelo Legislativo é um recado de que os vereadores não estão satisfeito com os serviços de transporte público, e também não estão satisfeitos com os ônibus que levam as crianças. “Aprovamos essa redução, e se ela não surtir efeito na qualidade do serviço, podem vir novas reduções, ou até uma briga ferrenha nesta Casa para a aquisição de frota própria”, disse.   
 
Aprovado de forma unânime, o projeto agora vai para o Palácio dos Parecis para sanção do prefeito Eduardo Japonês.
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

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