Do lado situacionista, três nomes brigam pelo posto; oposição pode se beneficiar do racha
Nunca, na história de Vilhena, a disputa pela presidência da Câmara de Vereadores envolveu tantas “tretas” como está acontecendo atualmente. Antes mesmo da posse, os novos parlamentares se dividiram em dois grupos na briga pelo comando da Casa.
Reeleito com a quarta maior votação, o jovem Samir Ali (Podemos) lidera o bloco oposicionista, composto por: Clerida Alves (Avante) - 859 votos; Pedrinho Sanches (Avante) - 730 votos; Ademir Alves (DEM) - 565 votos; Nica Cabo João (PSC) - 466 votos; e Zé Duda (PSB) - 425 votos
A ala considerada da situação tem um voto a mais, com os seguintes nomes: Dhonatan Pagani (PSDB) - 1.878 votos; Zeinho da Diságua (PSD) - 860 votos; Ronildo Macedo (PV) - 827 votos; Wilson Tabalipa (PV) - 719 votos; Professora Vivian (PP) - 630 votos; Zeca da Discolãndia (PSD) - 619 votos; e Sargento Damasceno (PROS) - 526 votos.
Em tese, o segundo grupo venceria a disputa, mas há um problema: Vivian e Pagani já anunciaram que não votam em Macedo, atual presidente, que foi reeleito e é cotado para continuar no comando. E os dois cogitam se lançar candidatos à Presidência.
Se esta ala rachar e forem lançados três candidatos, do outro lado Samir fica em vantagem, já que tem 6 votos. Também existe a possibilidade de um dos novos parlamentares se bandear para a oposição e compor por lá para presidir a Casa. “Vai ser decidido na estratégia”, diz um dos vereadores que compõem esta coalizão.
Por “estratégia”, entenda-se: convencer Vivian e Pagani a votar em Macedo ou dobrar o atual presidente para que ele retire seu nome e passe a apoiar um dos dois. O prefeito Eduardo Japonês (PV), que poderia arbitrar esse conflito de interesses, já disse que não vai se meter na briga.
SEGUNDA MESA
Enquanto a disputa pela presidência na Câmara no primeiro biênio (2021-2022) da próxima legislatura está empacada, para a segunda, há um nome que é unânime: Wilson Tabalipa. Os sete que estão ao seu lado prometem elegê-lo para o biênio 2023-2024. Esta segunda escolha, segundo o Regimento da Câmara, pode ser feita entre os meses de fevereiro e dezembro do ano que vem.
PAGANI
Sobre seu posicionamento em relação à disputa, o vereador Dhonatan Pagani, o mais votado este ano, escreveu ao FOLHA DO SUL ON LINE: “o eleitor de Vilhena deixou claro que quer renovação e eu acredito que isto também deve se refletir na direção dos trabalhos, pela Presidência da Câmara. Por isso, afirmei minha candidatura à Presidência e acredito que posso representar essa renovação, assim como sei que outros bons nomes eleitos também podem. Apesar da pouca idade, tenho determinação para enfrentar desafios e a cada dia aprendo ainda mais a ouvir com humildade e buscar sempre o diálogo, que é uma característica fundamental para quem pretende ser o representante do nosso Legislativo. Continuo firme nas minhas convicções e tenho dialogado com todos os colegas que possam estar unidos nesse propósito de entregarmos à população a resposta que ela espera, que é a de uma Câmara com autonomia e comprometida com as reivindicações dos vilhenenses”.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 09 de Dezembro de 2020, às 16:49