Visitas 55467650 - Online 189

Terça-feira, 11 de Maio de 2021

Política

14/04/2021 08:21:00

“Ele vai ter que provar que eu sou maluco”, dispara vereador para secretário que o chamou de “menino maluquinho”

 
Parlamentar acusou titular da Semfaz de estar lotado em outro cargo
 
Ao fazer uso da palavra livre na sessão da Câmara Municipal de Vilhena realizada ontem (terça-feira, 13), o vereador Dhonatan Pagani (PSDB) respondeu ao Secretário Municipal de Fazenda, Jovino Lobaz, que o chamou de “menino maluquinho”, em virtude de um projeto apresentado pelo edil que propõe a isenção de impostos municipais a contribuintes severamente castigados pela pandemia. “Aquele que se diz secretário de Fazenda, recentemente se prestou ao desserviço de ir nas minhas redes sociais me chamar de maluco, porque que eu propus uma iniciativa”, disse Pagani (ENTENDA AQUI).
 
Sobre as declarações do Secretário ao citar a recomendação do Ministério Público envida à Câmara Municipal, Pagani disse que em absolutamente nenhum momento o MP disse para não aprovarem o projeto proposto por ele. “Mas, é uma articulação, é uma habilidade de colocar a palavra na boca de quem não disse. De querer dizer algo pra inverter a situação. Eu falo isso em relação ao Poder Executivo. Isso é o que o secretário de Fazenda faz”, afirmou, antes de apontar: “Secretário de Fazenda esse, que tá nomeado no Portal da Transparência como assessor de integração governamental, que não está nomeado como secretário. Eu já enviei ofício pra buscar esclarecimentos. Como alguém que se diz secretário, que se manifesta como secretário, que dá entrevista como secretário, tá nomeado como assessor de integração governamental? O que está acontecendo? Eu preciso entender e as fiscalizações estão aí pra fazer isso”.
 
O FOLHA O SUL ON LINE acessou o Portal da Transparência e confirmou a informação.  O nome do secretário ainda aparece como assessor de integração governamental.
 
Pagani prosseguiu falando sobre o tema. “Agora, chamar um vereador de maluco? Isso não é tentar resolver o problema da população. Do Nando,  do espaço de eventos que fez um financiamento e tá fechado há mais de um ano e tem que pagar taxa de alvará, taxa de funcionamento, IPTU, tem que pagar um monte de imposto”.
 
Em defesa de seu projeto, o vereador citou projetos semelhantes implementados em Rio Branco-AC e pelo Estado do Rio de Janeiro. “O Rio Branco no Acre concedeu isenção de impostos. Então o Rio Branco no Acre é maluco? O Estado do Rio de Janeiro não concedeu alguns descontos, parcelamentos? Tomou a iniciativa, abriu o debate, agregou”, disse, antes de ponderar: “Se não concorda com o projeto, fala: assim dá pra fazer; assim talvez não fica bom, mas assim dá pra ser feito pra ajudar o povo. Essa é a intenção, pelo menos a minha quando apresentei o projeto. E o que o secretário faz? Chama o vereador de maluco”.
 
Em outro trecho da sua fala, Pagani disse: “Insistem em sã consciência para aumentar imposto em 200, 300%, mas é insanidade e loucura buscar conceder isenção, ou trazer pro debate a discussão de quem precisa nesse momento de pandemia, nesse momento de calamidade pública, nesse momento de dificuldade, em que todos nós conhecemos pessoas que passam fome; não conceder uma isenção pra essas pessoas, não conceder um desconto pra essas pessoas, esse público específico que vem sendo massacrado pela pandemia, isso sim seria o papel de um secretário que se preza. Chegar nessa Casa e dizer: ‘olha não concordo com o seu projeto, mas eu acho que a gente possa fazer dessa maneira, acredito que assim a gente agrega ao debate, acredito que essa ferramenta a gente pode implantar para ajudar a quem precisa’. É assim que se constrói um projeto interessante pra sociedade, não é simplesmente pegando e falando olha lá o maluco. Se ele me chama de maluco ele vai ter que provar que eu sou maluco”, disse.
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

Newsletter

Digite seu nome e e-mail para receber muitas novidades.

SMS da Folha

Cadastre seu celular e receba SMS com as principais notícias da folha.