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Domingo, 05 de Dezembro de 2021

Arte e Cultura

08/11/2021 14:51:00

Exposição em Vilhena promove discussão sobre queimadas e relação do homem com o fogo

 
Mostra de Pedro Casteleira é inspirada em tragédia que vitimou casal, encontrados abraçados após incêndio
 
Provocante e delicada, a exposição “Carbo: da fome pelo fogo”, de Rodrigo Pedro Casteleira, inaugurada na última sexta-feira, estimula nos visitantes a reflexão sobre as queimadas, a relação do ser humano com o fogo e como as “chamas do progresso” criam situações de ausência da presença e presença da ausência. Aberta das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira, na Fundação Cultural de Vilhena (FCV), a mostra também está disponível para visitas agendadas em outros horários.
 
“A exposição é fruto de uma pesquisa iniciada em 2019, disparada, sobretudo, por conta da morte de um casal, Eidi Rodrigues de Lima, de 36 anos, e Romildo Schmidt, 39, moradores da Linha TB-14 no Assentamento Galo Velho na Zona Rural de Machadinho do Oeste (RO). Longe de ser um caso isolado, a mortandade da terra e das existências pela fome do fogo tornaram-se comuns e, pensando nessa dinâmica das queimadas, tento materializar uma poética desde os vestígios das queimadas. É das cinzas e terra que extraio, por exemplo, os pigmentos para criar as tintas para pintar as silhuetas do casal”, explica o artista.
 
França Silva, presidente da FCV, destaca que a galeria da Fundação está aberta para todos os artistas que desejam utilizar o espaço para mostrar sua arte. “Em breve vamos publicar chamamento público para 2022, a fim de organizar a agenda do ano que vem para termos muitas atividades por aqui. Visitem e divulguem os artistas locais que tanto têm em qualidade e disposição”, revela França.
 
“Carbo” é composta por não mais que barbantes, carvão, tigelas, arapucas e folhas secas, mas seu significado profundo, especialmente por acontecer na cidade conhecida como “Portal da Amazônia” em período com recorde de queimadas no país, desperta o debate de maneira silenciosa e abstrata. “Inclusive, a partir da silhueta do casal, capturada da foto que estampou os noticiários, também me valho para marcar a presença da ausência e a ausência da presença. O trabalho não intenta ser uma narrativa apenas de denuncismo, mas também de chamar a atenção para nosso consumo daquilo que o fogo consome”, conta Pedro, conhecido popularmente como “PC”.
 
Na abertura da exposição, “PC” recebeu convidados e fez também performance com ajuda do artista de shibari, Emerson Pessoa. As imagens podem ser conferidas na galeria da matéria.
 




Fonte: Semcom - Prefeitura de Vilhena
Autor: Assessoria

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