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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2021

Terra

06/06/2021 08:05:00

Famílias registram queixa na polícia e denunciam ação de “pistoleiros” em fazenda que já foi palco de massacre

 
Grupo disse ter sido atacado quando ia preparar assentamento
 
Um membro da Comissão Pastoral de Terra (CTP), entidade ligada à Igreja Católica, entrou em contato com o FOLHA DO SUL ON LINE na manhã de ontem (sábado, 05), para contestar uma reportagem veiculada ontem pelo site.
 
Foi noticiado no dia anterior à entrevista, que a Polícia Militar havia enviado três guarnições à Fazenda Vilhena, propriedade que já foi palco de um violento massacre que deixou cinco morto e repercutiu em todo o Brasil (LEMBBRE AQUI).
 
O entrevistado explicou que houve mesmo o tiroteio naquele dia, mas negou qualquer ato de violência por parte das famílias que reivindicam a terra. O grupo teria sido atacado por pistoleiros armados, contratado pelos donos do imóvel.
 
Segundo o representante da CPT, em setembro do ano passado, por determinação judicial, as 35 famílias que ocupavam dois lotes da Fazenda Vilhena tiveram que deixar a área. Cada lote mede 2 mil hectares.
 
O denunciante disse que, como não poderiam acampar sequer nas proximidades da fazenda, as famílias haviam obtido autorização de um sitiante para ficar lá, e estavam indo justamente para preparar o local, quando foram recebidos a tiros.
 
Após o ataque, os agricultores registraram queixa na polícia e explicaram que ninguém do grupo estava armado, argumentando que alguém poderia ter morrido vítima dos tiros disparados pelos seguranças particulares. Uma perícia encontrou projetis dentro dos veículos
 
A CPT acompanha a disputa judicial envolvendo a propriedade e, segundo o representante da entidade, os dois lotes ocupados já tiveram seus registros cancelados administrativamente, já que não cumpriram requisitos, e devem ser destinados a reforma agrária, beneficiando as famílias que os ocupavam. A ação corre no TRF1, e é acompanhada pelo MPF.
 
O que os ocupantes aguardam é uma visita do INCRA, que irá cadastrar as famílias que pedem o direito de voltar a morar na propriedade. “Mas o clima tá tenso mesmo. Esperamos que a justiça decida em favor das famílias para encerrar a violência naquele local”, disse o entrevistado.
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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