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Sábado, 16 de Janeiro de 2021

Economia

13/01/2021 12:21:00

Pandemia muda perfil de “sacoleiras” e empreendedora vilhenense mostra vantagens de manter loja virtual trabalhando em casa

 
Nova formato de negócios economiza aluguel e outras despesas
 
Com estoques nas salas de casa, as famosas “sacoleiras”, que antigamente batiam de porta em porta oferecendo seus produtos, encontram nas divulgações gratuitas através das redes sociais, uma forma mais vantajosa de venda, sem precisar investir financeiramente em marketing ou em aluguéis de pontos comerciais.
 
Mesmo antes da crise sanitária que se instalou no mundo e que exige o máximo de distanciamento social possível, mulheres que vendiam roupas e cosméticos de casa em casa para complementar a renda mensal ou até mesmo para garantir o sustento da família, já vinham investindo nos anúncios através de páginas no Facebook para alavancar os negócios, porém, com a pandemia e com o crescimento da visibilidade dos populares stories, não só sacoleiras, como muitas microempresárias que possuem firma reconhecida, preferiram levar seus estoques para casa e manter as vendas somente através de divulgações pelas redes sociais.
 
Em páginas onde se vende de tudo, essas comerciantes anunciam seus produtos e realizam entrega (delivery), sem precisar investir em estruturas e aluguéis caros, e sem o desgaste de “bater pernas” pelos bairros, diminuindo consequentemente, as chances de contaminação pelo novo Coronavírus.
 
Este é o caso da proprietária da loja online Lanny Modas, Erlandia Barros Florêncio, de 24 anos, que se mudou para Vilhena para proteger os sogros dos riscos da Covid-19 e que, mesmo possuindo CNPJ, preferiu manter seu estoque trazido de Goiás na sala de casa e realizar as vendas através das redes sociais.
 
“Para investir em um ponto físico, além do aluguel e energia, que não são baratos, teria gastos com a decoração do ambiente, e isso levaria cerca de uns três anos para que eu conseguisse me restabelecer e ter lucros. Como tínhamos recém-chegado a Vilhena e com pouco dinheiro, optei por fazer da sala da minha casa meu estoque e manter a loja somente online”, relembrou Erlandia.
 
Somente com divulgações em vários grupos nas redes sociais, Erlandia afirma que os negócios estão indo de “vento em popa”, uma vez que muitas de suas clientes trabalham fora e não possuem tempo para ir a uma loja escolher roupas.
 
“Minhas vendas são, na grande maioria, realizadas nos finais de semana, pois quando as clientes não estão trabalhando, eles querem sentar no sofá, ver TV e mexer no celular, e não passar horas experimentando roupas em lojas”, relatou à microempresária.
 
Beneficiando-se da praticidade das redes sociais, onde o cliente já escolhe o produto que mais lhe agradou, Erlandia entrega os itens em  domicílio, nas cores disponíveis e sempre em três numerações diferentes para não correr o risco de voltar pra casa sem fechar a venda.
 
“As clientes primeiramente ‘compram com os olhos’ e na loja física nem sempre o que elas buscam está na vitrine. Já nas divulgações, elas podem pesquisar exatamente aquilo que desejam sem sair do conforto do sofá”, relatou a vendedora.
 
Com uma bebê de 08 meses, a empreendedora não precisa gastar com babá para poder cuidar da loja e ainda garante os afazeres domésticos, dos quais normalmente, nenhuma mulher sendo empresária ou não, está livre. 
 
“Outro diferencial em vender pelas redes sociais é que não fechamos, o que possibilita que a cliente que chegou tarde do trabalho compre uma roupa poucos minutos antes de ir pra balada e receba em casa”, concluiu a mãe, esposa, dona de casa e empreendedora.
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Leir Freitas

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