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Domingo, 05 de Dezembro de 2021

Arte e Cultura

27/10/2021 08:16:00

“Poemas na Pandemia” é o primeiro livro do vilhenense Marcus Holanda e será lançado no dia 30, na Câmara Municipal de Vilhena

 
Escritor já trabalha no seu segundo livro, dessa vez, um romance ambientado no ano de 2.100
 
Com formação em Engenharia Florestal, o perito criminal federal Marcus Holanda lançará no próximo sábado, dia 30 de outubro, na Câmara Municipal de Vilhena, a partir das 19h00, o livro Poemas na Pandemia - Reflexões que renovam a alegria.
 
Nascido em Santarém-PA e há 12 anos morando em Vilhena, Holanda se aventurou pela primeira vez no mundo das letras. Em conversa com a Folha do Sul Online ele revelou como essa nova experiência começou. 
 
Conforme relatou, durante uma aula do curso de pós-graduação, uma colega de profissão que também participava do curso viveu uma experiência de conflito na atividade profissional. “A gente estava em um curso de pós-graduação, na mesma turma, ela apresentou o trabalho que tinha gerado essa situação de estresse. Na cena do assassinato de um empresário, alguém tentou "plantar" uma prova para inocentar determinada pessoa. Sorte que ela já havia fotografado a cena e pode sustentar tudo até o final, mesmo tendo sido acusada de falsa perícia. E aquilo foi muito marcante para a turma toda porque ela viveu aquele momento de turbulência estando gestante. Foi uma forte emoção para todo mundo que estava na sala de aula”, relatou.
 
Holanda afirmou que naquele momento ele começou a escrever uma mensagem direcionada à colega. “Eu queria escrever uma mensagem só pra ela, pra que ela pudesse se sentir amparada. Depois ela autorizou e compartilhei no grupo da turma no whatsapp. Ela se emocionou e gostou muito. Disse que foi a melhor homenagem que ela havia recebido. Então eu continuei escrevendo outros textos e compartilhando com a minha esposa e com alguns amigos mais próximos, os quais me incentivaram a continuar escrevendo para lançar um livro de poemas, declarou.
 
De acordo com o escritor, todos os 50 poemas que compõem o livro foram escritos no período de 8 meses, no auge a pandemia, o que levou à escolha do título do livro. “Eu quis marcar o período da pandemia mesmo. Quando eu escrevi estes poemas, estava naquele período mais crítico da pandemia no mundo. Escrever, pra mim, foi uma espécie de válvula de escape para não ficar tão estressado. Como eu escrevi naquele período mais crítico, eu quis marcar esse tempo no título do livro”, revelou. 
 
Os temas abordados por Holanda são diversos e falam sobre as perdas causadas pela pandemia, trazem homenagens aos profissionais de saúde e reflexão sobre os conflitos que as pessoas viveram neste tempo de incertezas que a pandemia gerou. Mas, escreveu também poemas também que abordam o meio ambiente e a vida dos ribeirinhos.
 
“Cada pessoa que lê um poema, tem uma construção completamente diferente da ideia que o escritor tinha em mente no momento que escreveu. O poema que eu falo sobre um rio, que eu chamo de “Fonte de Curvas Perigosas”, porque os rios da Amazônia agora têm uma série de problemas, inclusive ataque de piratas, eu falo das curvas perigosas, num sentido muito mesmo da vida dos ribeirinhos que têm que fazer esses caminhos cheios de curvas, naturais de um rio; falo deles se deleitando nesse rio, deles tirando o sustento, deles tomando banho e mergulhando no rio, e essa leitora específica entendeu como um poema erótico”, contou.
 
A capa do livro foi criada pelo próprio autor. “Eu queria simbolizar essa liberdade, dizer que mesmo num momento de pandemia a gente pode, através da leitura, encontrar saídas dessas situações que por vezes geraram tristeza, depressão ou ansiedade, pois a leitura pode nos trazer renovo e alegria, superando uma série de situações complicadas”.
 
O escritor afirmou que o livro está também envolvido em um projeto social e explicou que a impressão foi feita por meio de financiamento coletivo, sendo que 25% do valor arrecadado com a campanha de financiamento coletivo foi revertido para uma entidade assistencial. “Essa ação beneficiou uma entidade de Vilhena. Entregamos cestas básicas para a Associação Semear e Colher, que tem um projeto de balé na Cohabinha que atende crianças do entorno daquele bairro”, revelou.
 
E não para por aí, de acordo com o autor, a venda do livro será destinada à Associação Claves Brasil. “É uma instituição da sociedade civil brasileira, cuja metodologia nasceu no Uruguai e está presente em mais de 20 países da América Latina. A Associação CLAVES Brasil trabalha na prevenção de abusos físicos, sexuais e psicológicos contra crianças e adolescentes, priorizando o protagonismo dessas crianças e adolescentes como parte importante da própria proteção. A metodologia do Claves propõe uma forma diferente de abordagem, usando do esporte, da dança, do teatro e de jogos para fortalecer e proteger crianças e adolescentes, dando protagonismo a eles, ensinando a elaborar saídas/escapes diante de situações de risco de violência.  O Claves está no Brasil desde 1995. Antes como uma rede, e há um ano como uma associação”, explicou.
 
Holanda parece ter pegado gosto pela escrita e já trabalha no seu segundo livro. “Será um romance que se transforma em drama que se passa no ano de 2.100 e conta a história de um grupo de amigos que desconhecem suas próprias origens e durante uma viagem à Marte descobrem suas histórias e de diversas outras pessoas, vivas e mortas”, revelou o autor.
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

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