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Domingo, 05 de Dezembro de 2021

Empresas

17/11/2021 15:57:00

VÍDEO: com metade da frota de caminhões pesados em RO, Vilhena é a cidade que mais vai sentir impactos da crise no transporte de grãos

 
“Hoje, nesta quarta-feira, 17 de novembro, temos mais de 2 mil caminhões parados no Estado”
 
O FOLHA DO SUL ON LINE acaba de entrevistar um frotista de Vihena que tem 10 caminhões, e todos eles estão parados por causa do valor do frete, um problema que atinge em cheio a classe, mostrado dias atrás pelo site. “Deixei todos parados. Eu, como os outros transportadores, estava pagando para trabalhar”, disse o empresário, um dos líderes da categoria na cidade, que preferiu não se identificar.
 
O entrevistado enviou ao site um vídeo (VEJA ABAIXO) contando a situação em duas das cidades de Mato Grosso com a maior produção de grãos no Estado vizinho (Sinop e Sorriso), para mostrar que, por lá, o transporte também enfrenta uma situação dramática, com o diesel disparando e a tabela do frete completamente defasada.
 
O transportador explicou que, um ano atrás, o custo do frete por tonelada de soja carregada em Sapezal (MT) era R$ 160,00, quando o litro do diesel custava R$ 3,60. Hoje, com o combustível chegando próximo dos R$ 6,00, a tonelada transportada saindo da mesma cidade custa R$ 152,00.
 
Dispostos a abandonar a atividade caso as coisas não melhorem, frotistas e caminhoneiros autônomos formam um dos principais pilares da economia vilhenense, movimentando uma grande cadeia, que inclui postos de molas e de combustíveis, autoelétricas, recapadoras e outros estabelecimentos.
 
“Nessa crise, todos nós estamos devendo notinhas em algum lugar”, desabafou o entrevistado, acrescentando que, com o faturamento em queda, muitos transportadores nem pagam mais o seguro. Com isso, os poucos veículos rodando pelas estradas podem ser perdidos completamente em caso de acidentes.
 
CONCORÊNCIA DESLEAL
Responsável pelo sufocamento dos caminhoneiros, as empresas do agronegócio estão adquirindo suas próprias frotas. “Uma grande empresa compra até 500 caminhões de uma vez. Com isso, o veículo pelo qual a gente paga R$ 850 mil sai a R$ 650 mil para essas firmas”, revela o entrevistado, informando também que, transportando seu próprio produto, elas pagam impostos menores.
 
Mesmo as grandes transportadoras que não são ligadas ao agro levam vantagem pelo poder de compra. “Elas adquirem o combustível para uso próprio, pagando menos pelo litro. Também compram contêineres fechados de pneus, pagando metade do preço”.
 
O IMPACTO VIRÁ
Caso o valor do frete não aumente, e a paralisação aumente, Vilhena é a cidade de Rondônia que mais deverá sentir os efeitos da crise nos transportes. Conforme o empresário, a frota local ultrapassa metade dos 8 mil caminhões pesados que rodam em Rondônia.
 
A manifestação dos motoristas e frotistas podem reduzir drasticamente as vendas em diversas empresas que prestam serviços ao segmento, incluindo, além das lojas de peças, também os restaurantes.
 
“Hoje, nesta quarta-feira, 17 de novembro, temos mais de 2 mil caminhões parados no Estado. Parece que os transportadores acordaram e estão aderindo à nossa manifestação, para que o frete seja aumentado para um valor justo”, finalizou o transportador.
 
 CLIQUE ABAIXO e assista o vídeo.

 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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