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Quinta-feira, 05 de Agosto de 2021

Geral

21/07/2021 09:08:00

Vilhenense contrai pneumonia após cirurgia em Cuiabá; médica mato-grossense alerta sobre “doenças do frio”

 
“Com a idade, a gente sofre muito mais. Eu cheguei muito debilitada, pesando 50 kg, fraca”
 
Na estação mais fria do ano, é comum que mudanças bruscas de temperatura e a baixa umidade relativa do ar causarem grande impacto no organismo, fragilizando a resistência e aumentando a incidência de doenças respiratórias. As principais doenças respiratórias nesse período são pneumonia, gripe, asma, rinite, bronquite, bronquiolite sinusite, enfermidades que acometem ainda mais os idosos.
 
De acordo com a médica geriatra do Hospital Santa Rosa, Graziela Milanello (FOTO), os idosos são os mais afetados neste período do ano. “Normalmente, eles já têm sua função pulmonar e o sistema imunológico mais debilitados. Uma gripe pode tornar-se uma pneumonia com o clima mais frio”, alerta a médica.
 
Por isso, é importante ficar atento a alguns sintomas, já que nem sempre o idoso com pneumonia vai desenvolver um quadro clássico da doença como ocorre com um adulto mais jovem.
 
“Os sintomas clássicos normalmente são febre, dificuldade em respirar e tosse persistente. Mas nos idosos, especialmente naqueles acima dos 80 anos, pode-se ter perda de apetite, sonolência ou irritabilidade, mudança de comportamento… tudo isso pode indicar doença no pulmão. Já atendemos vários pacientes que chegaram com esses sintomas e, após avaliação do histórico, juntamente com exames, foi diagnosticada pneumonia”, explica Graziela.
 
Segundo dados do Cuidar+, Serviço Integrado de Assistência ao Idoso do Hospital Santa Rosa, no período do inverno, antes da pandemia, a procura dos pacientes por tratamentos de doenças respiratórias era grande. Com a chegada da Covid-19, muitos idosos ficaram com receio de procurar atendimento médico com medo de contrair o coronavírus. Não raro, chegavam ao consultório com a doença em evolução ou com quadro irreversível, necessitando de internação.
 
“Antes da Covid, recebíamos um volume maior de pacientes no Cuidar+ que buscavam ajuda antes que o quadro se agravasse. Depois da pandemia, aumentou o medo e a procura caiu. Mas hoje, com a vacina, há menos riscos”, explica a enfermeira navegadora do programa Cuidar+, Fabiana da Silva Santos. 
 
RELATO
Produtora rural no município de Vilhena, Elizete Basílio Lopes, de 59 anos, reconhece que a prevenção é importante. Em janeiro deste ano, ela precisou passar por uma cirurgia de artrodese de coluna, procedimento realizado para estabilizar o movimento entre duas ou mais vértebras, e colocou 18 pinos.
 
Durante o período da internação, Elizete contraiu uma pneumonia e sofreu um tromboembolismo pulmonar, doença em que uma ou mais artérias pulmonares ficam bloqueadas por um coágulo sanguíneo, em consequência de sua debilidade de saúde.
 
Por conta do seu estado de saúde, Elizete foi encaminhada ao Cuidar+. “Com a idade, a gente sofre muito mais. Eu cheguei muito debilitada, pesando 50 kg, fraca. E, mesmo que a cirurgia tenha sido um sucesso, precisei me cuidar ainda mais. Depois que passei pela doutora Livia Caporossi, geriatra, aprendi como cuidar da minha saúde, alimentação, como me prevenir das doenças de inverno e, principalmente, como cuidar do meu psicológico”, frisou.
 
Elizete retornará a Vilhena agora no final de julho. A partir daí, seguirá com os acompanhamentos do programa Cuidar+ de três em três meses.
 
Um dos objetivos do serviço Cuidar+ é promover a assistência preventiva aos idosos. Composto por uma equipe multidisciplinar, com duas enfermeiras navegadoras, que literalmente guiam e acompanham o paciente durante o atendimento, o serviço foi instalado em setembro de 2020, em Cuiabá, e de lá pra cá atende cerca de 500 pacientes que são cuidados de maneira completa, tanto no hospital quanto fora.
 
A geriatra Graziela Milanello reforça que a prevenção de doenças respiratórias é simples e pode ajudar muito os idosos: basta manter acompanhamento médico regular e monitorar doenças crônicas (hipertensão e diabetes). A imunização é fundamental – seja contra Influenza (gripe), a antipneumocócica (que ajuda no combate à pneumonia) e a da Covid-19.
 
Manter os ambientes arejados e com ventilação, garantir uma alimentação adequada, evitando aumento de consumo de alimentos gordurosos, são ações essenciais, assim como a hidratação, esta é essencial – já que os idosos comumente sentem menos sede e bem menos água.
 
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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