Prisão foi determinada pela justiça da cidade mato-grossense de Barra do Garças
Recém-lançado candidato a deputado federal pelo PDT, o cacique indígena Almir Suruí, de Cacoal, acaba de ser preso pela Polícia Federal em Vilhena. Acostumado a participar de eventos internacionais, o líder da etnia Paiter Suruí, conhecido em todo o mundo, havia vindo à PF tirar um passaporte.
Ao chegar para pedir o documento, o cacique recebeu voz de prisão, pois contra ele há um mandado emitido pela justiça da cidade mato-grossense de Barra dos Garças. O FOLHA DO SUL ON LINE apurou que o motivo da decretação de prisão de Suruí é uma dívida de mais de R$ 11 mil referente a pensão alimentícia.
Não há menção sobre o nome da pessoa a quem o valor é devido, ou se é do sexo masculino ou feminino, mas o site descobriu que o processo na justiça de Mato Grosso corre em sigilo desde o ano de 2019.
Na decisão judicial que determinou a prisão, consta a ordem para que Almir seja colocado em liberdade tão logo quite o valor devido. O site soube da prisão através de pessoas que estavam sendo atendidas na PF no momento em que o mandado foi cumprido.
As chamadas para o número do cacique, feitas pela reportagem, caem na caixa de mensagem. O FOLHA DO SUL ON LINE, no entanto, está à disposição dos advogados do líder indígena, que ainda hoje será apresentado no presídio Cone Sul.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 30 de Março de 2022, às 18:20