As homenagens, propostas pelos vereadores Wilson Tabalipa e Zeca da Discolândia, foram aprovadas por unanimidade
Dois pioneiros vilhenenses que chegaram a Vilhena nos anos de 1970 e contribuíram, cada uma a sua maneira, para a formação e o crescimento do município, foram homenageados esta semana pela Câmara de Vereadores.
A proposta do vereador Wilson Tabalipa dá à antiga rua 527, no Jardim América, o nome do pioneiro José Maximino de Souza, baiano que chegou ao município de Vilhena em 1975.
Já o projeto apresentado pelo vereador Zeca da Discolândia, nomeia rua Luiz Edson Maciel, a outrora Rua 2.525, no bairro Jardim Social. Luiz Edson chegou em Vilhena também em 1975. Era cearense da cidade de Senador Rompeu.
Zeca e Tabalipa evidenciaram nas suas justificativas que os homenageados eram merecedores serem homens trabalhadores, honrados e que foram importantes com os seus trabalhos e lutas diárias para o engrandecimento de Vilhena.
Confira abaixo as biografias dos homenageados:
JOSÉ MAXIMINO DE SOUZA
José Maximino de Souza, nascido no dia sete de abril de 1935, em Bom Jesus da Lapa/BA, deixando sua cidade natal com uma breve passagem por Cianorte/PR, era filho de José Dias de Souza e Joana Francisca da Rocha. Foi casado com Agostinha Maria de Souza, funcionária aposentada do ex Território de Rondônia, que trabalhou 32 anos no I.E.E. Wilson Camargo.
Firmaram residência, criaram e educaram seus filhos em Vilhena, sendo eles: a primogênita, Maria R. de Souza (Técnica em Enfermagem da Secretária Municipal de Saúde de Vilhena), Nilva R. Porto (Funcionária Pública, lotada na Delegacia de Polícia Civil de Vilhena), Carmelinda R. de Souza (do lar), Anísio Dias de Souza (agricultor) e Denize R. de S. Damaceno (professora do Município de Vilhena).
Chegou em Vilhena em 1975, onde inicialmente trabalhou como lavrador em terras do seu pai na região de São Lourenço.
Tempos depois também atuou como carpinteiro, realizando diversos trabalhos na cidade de Vilhena. Dentre tantos trabalhos importantes, ajudou na construção do prédio da Polícia Federal.
Iniciou em fevereiro do ano de 1981 um ciclo de agricultor com o cultivo de arroz, feijão, milho, café e banana, dentre outros, no hoje distrito de Boa Esperança, município de Chupinguaia, na época pertencente a Vilhena.
A partir de 1991 trabalhou no ramo da agropecuária: a terra dele estava localizada no distrito de Boa Esperança, Linha 85. E nessa época ele andava a pé, fazendo um percurso de 56 km, levando alimentos, materiais de sobrevivência e utensílios para o trabalho.Não havia estrada, eram picadas feitas a facão.
Faleceu no dia 15 setembro de 2018, deixando também dez netos e sete bisnetos.
LUIZ EDSON MACIEL
Luiz Edson Maciel, nascido em 08 de junho de 1932, natural de Senador Rompeu- Ceará, filho de Luiz Gonzaga Maciel e Luiza Letice Maciel, casado com Maria Nilza Tavares Maciel e pai de quatro filhos, Luiz Gonzaga, Maria Luciê, Maria Liziê e Bonfim.
Conhecido como “Edson do Caminhão Pipa”, após chegar em meados de 1975, com sua esposa e filhos, convivendo com a situação da falta de água encanada nas residências do município, resolveu vender o produto.
Transformou o caminhão em pipa, e servia toda a população, abastecendo as caixas d’água das residências com a ajuda do filho Bonfim, tornando-se um pioneiro de grande importância na construção da Vila de Vilhena.
Também era caminhoneiro, do transporte de bovinos. Além de transportar combustível para o Posto Cinta Larga e madeira, com seus dois caminhões Mercedes.
Mais tarde, abriu um ferro velho. Posteriormente trabalhou com extração e venda de areia e pedras para construção.
O pioneirismo oferecia desafios. Um deles era o alto índice de malária, para a qual quase perdeu a vida. A doença deixou sequelas, e a saúde o obrigou a deixar de trabalhar. Mesmo assim, nunca perdeu a admiração daqueles com quem conviveu. Ademais, era muito conhecido pela Festa de São Pedro que realizava todo dia 29 de junho, Dia de São Pedro e aniversário de seu casamento. A festa era realizada com grande fogueira, fogos de artifício, forró, pratos nordestinos típicos como mungunzá, bolo de fubá, assados e doces.
Em 26 de junho de 2000 recebeu da Câmara o título de Cidadão Honorário pelos relevantes serviços prestados ao Município de Vilhena termos do Decreto Legislativo n° 021/2000.
Honrado e respeitado, partiu para a vida eterna em 12 de maio de 2001, aos 68 anos de idade, deixando seu legado à família e à sociedade vilhenense.
Fotos
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 22 de Junho de 2022, às 11:01