“Quero pedir para todas vocês que abracem seus filhos e sintam como é bom estar aí com eles”,
Na manhã de sábado, 03, a dona-de-casa Lídia Teodoro Ribeiro, 39 anos, saiu do hospital para cumprir uma obrigação dolorosa: assistir o enterro do filho (FOTO) que morreu dentro de sua barriga. A imagem da mãe segurando o recém-nascido sem vida viralizou em grupos no WhatsApp e foi noticiada pelo FOLHA DO SUL ON LINE.
Lídia é uma mulher pobre, como milhões de brasileiras, mas também muito fértil: aquele garoto que nem chegou a ver o mundo era seu 12º filho. Apesar do sofrimento que enfrentou, ela conta que foi muito bem atendida no Hospital Regional desta vez, ao contrário de uma outra ocasião, quando o parto também acabou em tragédia.
A dona-de-casa diz não saber a causa da morte do bebê em seu ventre: “na quinta-feira uma agente de saúde me visitou em casa e, tanto eu quanto o bebê estávamos bem. Fui ao postinho de saúde e me encaminharam para o hospital”.
Quando chegou ao HR, no entanto, Lídia foi informada de que o feto não estava mais se mexendo e, ao constatar a morte, os médicos retiraram a criança que ela pode segurar nos braços, produzindo a cena comovente que também foi parar nas redes sociais.
OUTRO PARTO DRAMÁTICO
Em 2019, Lídia ganhou a filha no mesmo hospital, e a menina passou 17 dias lutando pela vida antes de morrer. Neste caso, os indícios de erro médico a levaram a procurar a justiça, onde o caso está tramitando.
Naquela oportunidade, atendida na noite anterior por um médico que havia prometido realizar sua cesariana e depois fazer a laqueadura com a qual ela tanto sonhava, a mulher acabou caindo na mão de outro profissional no dia seguinte.
Este médico, segundo ela, ignorou seus pedidos para fazer uma cesariana e decidiu que o parto seria normal. A mãe conta que o profissional receitou um medicamento que teria provocado a morte do feto em sua barriga.
Resultado do que, segundo a denunciante, teria sido uma falha médica: voltou para casa sem a bebê e sem fazer a laqueadura, pela qual tanto lutara.
LAQUEADURA NEGADA 5 VEZES
Quando estava em seu sétimo filho, Lídia começou a lutar pelo direito ao procedimento que a impediria de engravidar novamente. Ela conta que nas cinco tentativas de laqueadura, seus pedidos foram ignorados pelos médicos: “eles diziam que eu era saudável e não havia necessidade do procedimento”, conta, chegando às lágrimas.
A mãe não tem boas recordações do médico que a atendeu e que, para ela, teria sido o responsável pela morte de sua filha: “eu sofrendo para ter a criança em parto normal, no qual ele insistiu contra a minha vontade, e o doutor me chamando de burra e me maltratando”.
DESBAFO
“Eu sou mãe de 12 filhos e quero dizer umas palavras para todas que judiam dos seus filhos. Hoje estou com tanta dor que fiquei pensando: como pode uma mãe fazer alguma coisa ruim com os filhos... e quero pedir para todas vocês que abracem seus filhos e sintam como é bom estar aí com eles”, disse, em mensagem enviada ao FOLHA DO SUL ON LINE
TRAGÉDIA E PEDIDO DE AJUDA
Casada atualmente com um ajudante de pedreiro e morando de aluguel junto com alguns dos filhos (um bebê, duas crianças, dois adolescentes e um maior de idade), a dona de casa enfrentou uma outra tragédia no ano passado: na época com apenas 18 anos, um filho dela foi baleado na cabeça em Vilhena por causa de uma dívida de 20 reais e morreu em Cacoal, onde passou 10 dias internado (LEMBRE AQUI).
Nesta situação, Lídia diz que precisa de ajuda e quem quiser colaborar com a família pode conversar com a própria dona-de-casa, através do número (69) 9 -9320-2212.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 05 de Setembro de 2022, às 07:57