“Desta decisão depende a vida dos munícipes vilhenenses e de toda uma população no seu entorno”
Após a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) de Rondônia interditar parte do Hospital Regional de Vilhena, inviabilizando o funcionamento da unidade, o prefeito, Delegado Flori (Podemos) acaba de publicar, no Diário Oficial, um decreto de requisição do Hospital Cooperar, estabelecimento privado que foi recentemente apresentado ao público (VEJA AQUI).
Além da Agevisa, que fez as interdições, e do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), que expediu recomendações, o Corpo de Bombeiros esteve no local e apontou risco de incêndio nas instalações do Hospital Regional (ENTENDA AQUI).
Questionando as ações destas entidades, que não teriam agido antes que a situação chegasse a este nível de emergência, o prefeito argumenta que, neste momento, sua luta é para evitar motes de pacientes, não apenas os de Vilhena, mas de todas as cidades (algumas de Mato Grosso) atendidos no local.
Ao comentar o bombardeio de ações que culminaram no que ele chama de “intervenção branca” na maior unidade de Saúde do Cone Sul de Rondônia, o prefeito dispara: “acontece que todo o cenário posto inviabiliza a continuidade dos serviços, já que tudo tem de ser reformado (praticamente do zero) e, ao mesmo tempo, a prestação de serviços à população não pode parar, não havendo forças e recursos para ambas as providências tão necessárias desses dois pontos de vista”.
Alegando que requisitar o Hospital Cooperar é sua única esperança de evitar mortes, e sendo o complexo privado o único prédio e instalações em condições de atender os urgentes e imediatos anseios de defender a vida que existe na cidade de Vilhena, o mandatário optou pelo decreto no qual solicita a cedência.
“Desta decisão depende a vida dos munícipes vilhenenses e de toda uma população no seu entorno (cone sul e noroeste do MT)”, alega Flori, argumentando que “não há possibilidade de se continuar no Hospital Regional conforme entendimento da Agevisa, e foram esgotadas as vias de luta para levantamento da iminente interdição total de suas instalações.
“Independente da propriedade de quem quer que seja, bem como independente de qualquer pormenor existente que possa ser suplantado pela necessidade de resguardo da vida e da integridade física dos usuários do SUS”, diz o prefeito, que promete indenizar dentro da lei a entidade dona do hospital pelo uso de suas instalações.
CLIQUE AQUI e leia o decreto na íntegra.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 20 de Fevereiro de 2023, às 20:39