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Terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

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28/09/2023 10:55:00

Briga milionária entre donos de faculdades em Vilhena vai parar na justiça; ex-juíza comenta a situação

 
“Vamos reverter na justiça esta situação”, acredita Rosângela Cipriano, fundadora da FAMA
 
Após receber a informação de que a Faculdade de Amazônia (FAMA) estava sendo alvo de um mandado de imissão na posse (ENTENDA AQUI) emitido por um juiz federal no início desta semana, obrigada a sair da área cedida pela prefeitura de Vilhena, e que ocupa há mais de 20 anos, o FOLHA DO SUL ON LINE entrou em contato com a fundadora da instituição, a ex-juíza trabalhista Rosângela Cipriano.
 
A ex-magistrada confirmou a informação e deu detalhes do caso, que está sendo discutido na justiça, tramitando atualmente no TRF1, em Brasília. Segundo Rosângela, o imóvel foi levado a leilão para quitar dívidas previdenciárias que, segundo ela, já estão prescritas.
 
Após a autorização judicial para o leilão do terreno onde funciona a faculdade, o imóvel teria sido arrematado pelo empresário Aparício Carvalho, que também atua no ensino superior e oferece cursos em várias áreas, em Vilhena.
 
Carvalho teria pagado, cerca de cinco anos atrás, pouco mais de R$ 1,2 milhão pela área que, segundo Rosângela, hoje vale R$ 40 milhões, segundo avaliação de peritos. Ela está contestando judicialmente tanto a dívida atribuída à instituição quanto o próprio leilão, que no entendimento dela, “estão eivados de vícios, que serão reconhecidos em juízo”.


Fundada há quase 20 anos, a FAMA atualmente oferece quatro opções de graduação superior (Agronomia, Zootecnia, Serviço Social e Psicologia) e pleiteia outros três cursos junto ao Ministério da Educação: Direito, Filosofia e Arquitetura.
 
A ex-juíza conta que, após a FAMA se instalar no imóvel, o Ministério Público contestou a cedência da área pelo município e ela fez um acordo na justiça, quando pagou pelo imóvel. E garante que, mesmo sendo dona legítima, já adotou providências para que a área volte para a prefeitura de Vilhena no futuro.
 
Rosângela também disse que, para que os alunos de sua instituição não sejam prejudicados por uma decisão que considera arbitrária, ela firmou acordo com outra faculdade que os está acolhendo. “Vamos reverter na justiça esta situação”, acredita.




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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